O SEM FÉ

A! E tu choras por um canalha, por ele são tuas lágrimas
E eu que te quero tanto não terei nenhuma gota deste pranto
É que, menina, há muito que perdi a fé que eu tinha
Com o dia que eu a teria faz tanto tempo que não sonho!
É que, entenda, se é esse o homem que tu amas
Se é por alguém assim que teu coração se apaixona
Eu não posso, e nem quero, ser o homem que vai te cativar
Bem, eu queria que me amasses bem assim como sou
Porque é assim que te amo: desse teu jeito mesmo!
Se precisasse melhorar, por ti em qualquer coisa mudaria
Mas porque te amo alguém que te faz sofrer eu não me tornaria
Vê? Tu amas ele que te da as lágrimas da dor
Já eu queria ser quem te deu sorrisos e teu pranto secou
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
ANOTHER ILLUSION ELSE

Silently rain falls ou there
Alone I drop and kneel in sorrow
Diamonds in the dark glares under the water
To stop my cry, am I too old? Is it too cold?
Violently tears fall inside my tired heart
Is never enough sorrow that´s run thoughout my soul?
Alone I´m abandoned, fallen in the dark
Is it too late to overcome? Is no use try to breack out?
Snow flocks fall cold freezing my weack soul
Take me away from this pain tonight, I beg
Blood drops fall hot painting the floor
Relase me, at last! Or let me dream another illusion else, at least
Its all I beg
VERMELHO

Cúpula de roxa gaze esvoaça no espaço suspensa
Evanesce Apolo do sangrento arrebol na branca neblina
Sob da aragem as carícias indolente na grama tu te deitas
Inocente, Éolo teu ruivo cabelo agita correndo pela campina
Sob as nuvens purpuras revoltas de chuva teu rosto em pejo
Arde num rubor que faz vermelho: teu cabelo, rosto, o céu e o sol
Tua cândida pele, húmida, assim rubida, transpira desejo num frémito
Suspirosos seios de marfim que arfam no do alabastro rubro palor
Tudo é vermelho e púrpura, rubro no mais puro branco
Sangue vermelho na campina verde, rubor ruivo na tez tão branca
Sol de sangue na abóbada roxa, sangue lilás em ruivos cabelos
Teus cabelos, teu rosto em pejo, o céu, o Sol, nuvens e Diana
Enrubesce o céu antes azul e de vermelho enegrece
E tua boca carmesim lânguida num derradeiro beijo-
-Adormece- Vermelha aquela tarde, vermelho também o sangue na ruiva relva verde
Carmim era o sangue em teu vestido, vermelho foi o dia, menina
Em que fui o teu primeiro
ANGELI LACRIMA


Lost in a place I cannot understand
Long wasted years I never will regain
Feeling Gods´tears when rain cries
All day long asking the fuckin´reasons why
(Shit!) It´s not the way I had wondered it
(Shit!) It´s not the place I´d lik to be
(Pain) it´s not the way I had dreamed with me
(Hate) It´s not the life I dreamed to live
CHORUS:
Pain, only pain.
Pain is all on my heart
Hate, only hate
Hate is all on my mind
Love
Could save me
But love is what´s killing me
(repeat part 1)
(CHORUS)
Autumns leafs fall from the threes
Cold blood run through my veins
Now my life fall at your feets
Hot blood fall from my wide open wrists
How could I release my life, baby
Without leave my life leave me?
(CHORUS)
johnny lynn lee
MORENA MENINA!


Morena trigueira que sorri tão faceira
Como me aparece assim de repente
Diante de mim?
Menina tão linda, de olhar que inebria
E nem me avisas que chegas e me deixas
Atordoado assim?
E de repente aquela tez de bronze
Que da tanta vontade de abraçar
E de repente lábios voluptuosos
Como não os querer beijar?
E de repente dois olhos castanhos
Que assim aparecem pra me encantar!
Morena, menina, doce voz que fascina
Mal chegas e, também sem avisar, já partes
E eu aqui como fico?
Eu que nem te imaginava, que nem te esperava
Num segundo te vejo, no outro me fascino
No próximo tu partes e eu fico sozinho
Eu que não te sabia, tua falta sentindo!
Eu que não te esperava
Agora te procuro, sedento
Eu que nem te sonhava
Sinto dos teus olhos a falta, sozinho
E eu que de ti nem lembrava
Agora não mais esqueço
Eu que te ignorava, que em ti nem pensava
Penso, penso e repenso
Tu que não fazia diferença de repente faz tanta falta
Agora sem ti em desejos proibidos ardo e feneço
Assim de repente
Já acaba logo no começo...
sábado, 26 de dezembro de 2009
ESCADA


Se apaixonar por alguém é como subir inconscientemente os degraus de uma longa escada. Tal qual sonâmbulo que, atraído pelo aroma doce, segue atrás de uma rosa que sonha no topo. É como subir uma escadaria e dar-se conta apenas no meio do caminho, de onde então se percebe que voltar já não é mais possível. Como se os degraus deixados para trás não pudessem ser percorridos do avesso, como se não houvesse sentido inverso, porque são passados e assim sendo dias já vividos, não podem ser revividos.
É subir um degrau novo a cada dia, a cada hora: um olhar doce; um sorriso franco; uma conversa sincera; uma lágrima escondida; um sábado a noite; uma festa; uma dor compartilhada; uma alegria mutuamente vivida. Uma mentira que se conta, razões inconfessadas, para se esconder o que ainda nem se sabe o que é. Uma verdade confessada a medo, de algo que não se sabe o que será.
Deixar de amar alguém, se "desapaixonar" por assim dizer, é também como descer pelos degraus dessa mesma escada. Também como quem nem se apercebe e que só nota no caminho a meio que do mesmo jeito não pode voltar atrás para recuperar o que foi perdido: um olhar não mais dado; um sorriso frio; palavras não ditas, que no ar ficam suspensas, congeladas; uma lágrima árida; um tédio mutuo no fim de semana; uma briga e uma intriga; uma dor solitária pelo outro não compreendida; uma alegria agora dividida. Uma palavra falsa, como desculpa; um toque áspero já sem carinho, uma carícia esquecida. Uma mentira que se conta, para se esconder o que não se sabe mais se é, para esconder que não mais se sabe. Uma verdade confessada com raiva ou com medo, de algo que se sente que não mais será.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
E SOU POETA?


Sou poeta não porque quero
Mas porque a poesia me obriga
Sou poeta não por escolha
Mas porque choro lágrimas escritas
Sou poeta das noites frias
Porque sou só homem nos dias de sol
Sou poeta quando sou homem só
Porque sou criança em companhia
Sou poeta quando minh´alma se agita
E quer transbordar seus lamentos
Porque quando correm plácidas as águas
Mal sou capaz de um verso!
Sou poeta das madrugadas tristes
Pois nas felizes estou rindo ou só dormindo
Sou poeta quando estas ausente
Pois a poesia é tu quando estas comigo
Sou poeta do que não sei dizer
Pois do que posso simplesmente o digo
Só sou poeta quando me ponho a sofrer
Porque feliz sou só seu tolo menino!
LA MIA VITA SENZA DI TE


No qui più, si lo so
Ciò non più la mano di ferro
Che teneva felice e unita la famiglia
Se ne è morta e non ritorna più, si lo so
Non é qui, nonna, tua mano de seta
Notte a pregare per me, benedizione di me
Com dulcezza toccando la fronte mia
Ed è vuoto, freddo e solitario
La mia vita senza di te
Ed è cosi dificelle, se si sente dire
Come vivo la vita senza di te?
Nero cielo che ti allontana tanto via de me
Poichè è morta in poi senza te- per sempre
Ma sei nella mia vita più che mai
Freddo de la notte non supporto più
Pioagia fuori, in lacrime, cade giù
Non è facile vivere all´interno di questa oscurita, lo sai
Il mio cuore è vuoto, dentro di me il silenzio
Vedere, lentamente mi inginocchio
Pechè qui com me sei non serai
Ed è cosi difficille, se si sente dire
come vivo, nonna
La vita senza di te?
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
MEU AMOR SOLITÁRIO


Te amo sozinho
Como engaiolado passarinho
Que ama os céus que não pode alcançar
Te amo como teu amigo
Oculto em meu esconderijo
De sorrir quando quero é chorar
Te amo com medo
De que este amor que é só meu
Possa te machucar
Te amo com tanto medo!
De que porque eu te ame
Possas um dia me odiar
Te amo assim sozinho
Como o Sol ama a Lua
Mas a lua ama o Mar
E o Mar ama a Terra
E a Terra ama as Eras
E estas nem sabem amar
Não te aflijas por minha dor
Como este amor é só meu, só minha também a dor
De mim eu sei cuidar
Só te pesso que me deixes te amar calado
E que não me deixes aqui de lado
Por não saber te olvidar
Se sorris também sorrio
Se choras também eu sinto
Só assim posso te amar
Se tem prantos, te os tomo e te dou meus sorrisos
E nem ligo se aqui comigo
Fiquem as lágrimas que derramar
Te amo assim calado
Vivendo amedrontado
De que de mim possas te afastar
Por achar meu amor tamanho enfado
E que te incomode tanto tal fato
Que meu amor venha a te envergonhar
Não ligo se sofro só
Não me importo que só eu sofro
Tudo o que não quero
É te ver chorar
Quero é te fazer feliz
Como me permite nossa amizade
E não que esse amor infeliz
Te faças me odiar
sábado, 12 de dezembro de 2009
NOSSA MUSICA NOTURNA


Pálida lua prateia tua face ebúrnea
Níveo seio que arfa no negror da noite
A viração sussurra, tu suspiras, cândida
Um gemido como que o fosse o da própria morte!
Teus olhos cerúleos húmidos de pranto
O vestido vaporoso esvoaça no afã
Tu morde os lábios pra segurar um grito
E assim prosseguimos até que seja manhã
No compasso de teu coração
No de teus gemidos a harmonia
Teus pretos cabelos a viração
Da noite fria acaricia- faz-se a musica!
E suada, tu ardes e eu, árduo
Agarra, arranha, aperta, espanca
Inda sedentos apesar de exaustos
Até que te deitas, garota
Ja rota e eu exangue- tu tão alva!
satisfeita! Gozada! Perfeita! Cansada!
Tão branca...
AS MULHERES VÃO, A MUSICA FICA


Lembra aquela menina, a Laura?
Aquela com quem tu andavas
As voltas, rastejando
Isso já à alguns anos?
Era um tanto quanto gorda
E tinha os olhos meio vesgos
Mas a ti eram tão belos
Enquanto a amavas!
Que cor eram mesmo seus olhos?
Verdes ou castanhos?
Talvez que fossem azuis...
Mas quem se importa? E quem se lembra?
Mas sabe aquele poema
Que um dia fizeste a ela?
Hoje Laura tu a acha feia
Mas daquele velho poema
Que de velho parece inda mais belo
Tu ainda sabe os versos
Pois a cor dos cabelos de Laura esquecestes
Mas os versos que um dia fizestes e nunca mais lestes
Tu ainda os sabe de cor!
E aquele samba bem gingado
Que fizestes numa noite de Março
Pra uma tal de Ines?
Ines se foi! Já é longe! Já a tempos!
Insensatez se envolver com Ines!
Eu me lembro.- Tu já esquecestes
Porém o samba tu ainda o toca
Toda noite lá na roda
La no bar do Português
Ines se foi! Que importa?
Com o mesmo samba seduzis-te Amanda
Toca ele outra vez!
Ai! Aquela balada tão triste e gótica
Que fizeste para Paula
Hoje Paula tu odeia
Nem lhe olha na cara
Mas daquela musica ainda
Tu amas cada nota
Ai! Lorena- a morena
Um soneto
E Renata- a mulata
Bela musica
Andressa- a japonesa
Lolita- a menina
Adriana- balzaquiana
Tantas, tantas e tantas
Tão efémeras
Mas a musica é tão eterna!
Ai! a dor de amor um dia passa
Só o que fica é uma musica e uma poesia
As mulheres se trocam- a poesia é a mesma
As mulheres se vão- a musica fica!
(...)
Mas, ai! Porém tu, só mesmo tu
Não me sai da cabeça
Poemas e sonetos
"Pedreiras" e baladas
Quantos feitos, lidos, ouvidos e esquecidos
Só tu mesmo é que não passa
Os amores passam e a musica fica
Mas que é minha musica sem tu aqui?
As mulheres vão-se, a poesia é a mesma
Mas pra que servem meus poemas
Se não posso ter-te aqui?
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