Lágrima Escrita
Poesia e literatura. Pensamentos e sentimentos. Os direitos autorais são protegidos pela lei 9610/98, viola-los é crime estabelecido pelo artigo 184 do codigo penal brasileiro. Se quiser copiar uma poesia coloque os créditos ao autor.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
FELICIDADE DE SILICONE
Muitas vezes a raiva serve ao mesmo tempo de mascara e de armadura para esconder a tristeza. Uma personalidade agressiva normalmnte esconde uma psique fragilizada.- Uma armadura de aço para protejer uma alma de vidro.
Sabe, as vezes voce cansa da tristeza, quer aranca-la de seu coração. Sabe que não deveria estar se martirizando por alguém que definitivamente não merece suas lágriams. Sua MENTE sabe que voca não deveria se importar, mas seu CORAÇÃO persiste nisso... Nessas horas o odio não é mais uma perca de contole, mas de certa forma uma tentativa desesperada da mente recuperar o controle sobre seu coração; contudo é inutil!
Como disse Nietzsche: "não é só o que temos de pior que nós escondemos, mas as vezes também aquilo que temos de melhor". Não são só nossas falhas ou atos vergonhosos mas as vezes nossas maiores qualidades e aquilo que temos de mais precioso que nós escondemos, com medo de que nos roubem ou de que os quebrem.
E também as vezes usamos espinhentas armaduras e espadas afiadas justamnte para protejer esse sentimnto. Tornamo-nos rudes e violentos por vezes, para defender sentimentos escusos que podem no entanto ser ternos e doces- Usamos da força para protejer algo que em si é de fato muito frágil e sucetivel...
Um velho provérbio chines ja diz que: "contanto que estejas feliz, teras muitos amigos". Frequentemente basta uma unica lagrima para afastar o mais intimo dos amigos. Então continuamos a sorrir, mesmo que estejamos esmagados por dentro, continuamos a ostentar o odio, para que ele sirva de armadura para a nossa doçura. E, dessa forma, continuamos a ser felizes, mesmo que nossa felicidade seja artificial ou, quando muito, apenas superficial. Pois msmo que a nossa felicidade seja de silicone, o que conta é o resultado final não é mesmo? Mesmo que nossa felicidade seja alimentada a base de anabolizantes psiquicos que nos viciam e nos deterioram ainda mais, é o que temos, e nós então nos agarrramos a isso que temos...
Sabe, as vezes voce cansa da tristeza, quer aranca-la de seu coração. Sabe que não deveria estar se martirizando por alguém que definitivamente não merece suas lágriams. Sua MENTE sabe que voca não deveria se importar, mas seu CORAÇÃO persiste nisso... Nessas horas o odio não é mais uma perca de contole, mas de certa forma uma tentativa desesperada da mente recuperar o controle sobre seu coração; contudo é inutil!
Como disse Nietzsche: "não é só o que temos de pior que nós escondemos, mas as vezes também aquilo que temos de melhor". Não são só nossas falhas ou atos vergonhosos mas as vezes nossas maiores qualidades e aquilo que temos de mais precioso que nós escondemos, com medo de que nos roubem ou de que os quebrem.
E também as vezes usamos espinhentas armaduras e espadas afiadas justamnte para protejer esse sentimnto. Tornamo-nos rudes e violentos por vezes, para defender sentimentos escusos que podem no entanto ser ternos e doces- Usamos da força para protejer algo que em si é de fato muito frágil e sucetivel...
Um velho provérbio chines ja diz que: "contanto que estejas feliz, teras muitos amigos". Frequentemente basta uma unica lagrima para afastar o mais intimo dos amigos. Então continuamos a sorrir, mesmo que estejamos esmagados por dentro, continuamos a ostentar o odio, para que ele sirva de armadura para a nossa doçura. E, dessa forma, continuamos a ser felizes, mesmo que nossa felicidade seja artificial ou, quando muito, apenas superficial. Pois msmo que a nossa felicidade seja de silicone, o que conta é o resultado final não é mesmo? Mesmo que nossa felicidade seja alimentada a base de anabolizantes psiquicos que nos viciam e nos deterioram ainda mais, é o que temos, e nós então nos agarrramos a isso que temos...
A FACA
Que te aparta a veia da faca?
Que esperas ainda? Que inda anseias?
Com esse buraco n´alma
Na gaganta o asco
Qu´engasga; a agonia
Lenta, que te rasga
Que te afasta a artéria da faca?
Idiota,panaca!Canalha?
Que te estanca, parado à porta?
Que te aparta a veia da faca?
Que te afasta da garganta a lamina?
Chega mais perto, néscio!
Esse pulso da navalha!
Dizes: "É cedo!"
Não, é tarde! É muito tarde!
E inda esperas?
Que?
Que afinal esperas?
Aí, parado a porta?
Que te afasta a artéria da faca?
Que te aparta, merda, a veia da faca?
Que esperas ainda?
Que inda anseias?
Com esse vazio n´alma
No coração um rasgo
Toma, toma mais um trago
A agonia, a dorida agonia
Lenta, que te mata
Que te aparta
A carcaça cansada
Que a afasta da cova,
Panaca?
Que esperas ainda? Que inda anseias?
Com esse buraco n´alma
Na gaganta o asco
Qu´engasga; a agonia
Lenta, que te rasga
Que te afasta a artéria da faca?
Idiota,panaca!Canalha?
Que te estanca, parado à porta?
Que te aparta a veia da faca?
Que te afasta da garganta a lamina?
Chega mais perto, néscio!
Esse pulso da navalha!
Dizes: "É cedo!"
Não, é tarde! É muito tarde!
E inda esperas?
Que?
Que afinal esperas?
Aí, parado a porta?
Que te afasta a artéria da faca?
Que te aparta, merda, a veia da faca?
Que esperas ainda?
Que inda anseias?
Com esse vazio n´alma
No coração um rasgo
Toma, toma mais um trago
A agonia, a dorida agonia
Lenta, que te mata
Que te aparta
A carcaça cansada
Que a afasta da cova,
Panaca?
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A um passo das coisas
Que eu posso ver mas não posso tocar
Que eu posso desejar mas não posso ter
Que eu posso amar
Mas não podem amar a mim
A um passo de viver e a um passo de morrer
Postado por johnny lynn lee às 06:11 0 comentários
sábado, 26 de junho de 2010
I COULD DIE FOR YOUR SMILE
I´d burn till I die before you could feel the slightest warmth of the fire
I´d die just to see you smile
I´d cry a whole ocean just to stop you even shed a tear
I´d die just to hear you whisper in my ear
I´d hold you so tight in my arms and kill all your fears
I´d die to see the bright shine of your eyes
I´d die just to see your smile
I´d bleed all the hell to take away from your heart every pain
I´d die for your kiss
Just to see you a minute I´d walk under the hotest sun or under the coldest rain
I´d do anything to have you with me
I´d die for your smile
Because is looking at your eyes
Thta I feeel so fine like anytime else
Anytime
Because is your sweetest smile
That makes me feel alive as nothing can
Nothing else
Oh, so alive,baby
That I could die
I could die for your smile
(...)
Pequena, há tanta alma dentro de ti
Se dentro da Caixa de Pandora
Esconderam os Deuses todos os males
Todas as belezas e prazeres da alma e da carne
Colocaram eles em ti
Pequena, há tanta beleza cândida nessa tua face meiga
E tantos talentos e graças, pudicas e castas
Entra da tua alma as frestas, tímidas, escondidas
Entre as quinas estreitas de uma alma dilatada
Tanto pelo que se apaixonar...
Tantas de ti a se descobrir...
E onde estavas tu que todo este tempo te escondias?
Bem a minha vista e que eu não te via
Bem ali ao lado e ainda assim
Tão desconhecida, tão longe de mim
Ai, e em minha vida tem uma vaga, um buraco, um vazio
Um lugar que aquecestes, mas que antes era frio
Um lugar de que se esqueces-te volta a ser limbo
Lugar escuro que teu olhar iluminou
Mundo preto e branco que teu sorriso coloriu
E eu que te via e não te conhecia
E essa ausência que eu sentia, ora veja: era de ti!
E eu que nem sabia que algo me faltava, hoje vejo: sim, faltava
E era a ti que eu queria e não sabia!
Era a ti...
A, mas a trama da vida é uma rede intrincada de intrigas
De desencontros e encontros, decepções e surpresas, (...)
Ai, (...), e eu que nem te via; nem sabia que vinhas
Eu que pelas vias da vida não havia que eu te via, vim e vi:
Vi, (...), que tu fez tanta falta aqui
E agora que vieste te peço apenas
Que não te partas, minha pequena
Peço só que sejas assim como sempre foi
Que é assim que eu te queria
Mesmo quando nem te conhecia
Só quero que sejas, que vivas
E minha vida te diz menina: bem vinda sejas
(...) seja bem vinda!
ABSTINÊNCIA
Teu sorriso doi
Quando faz falta
Se é teu olhar ausente
O ar me escapa
Se tua voz fala
Faz-se então a musica
Mas se tua nota cala
Se faz silêncio, se faz ausencia
Se faz pesar
Menia com rosto de anjo
Mulher com olhar de céu
Anjo de forma humana
O céu que se fez mulher...
Tua beleza incomoda, quando se tona rara
E é tão dolorosa, se se prolonga a ausencia!
Tua beleza mata quando faz tanta falta....
JUVENTUDE ENVELHECIDA
Me serão nescessários pois
Mil sortilégios novos
Para compensar-me assim
Essa incompletude eterna
De uma infância não vivida
Uma juventude assim roubada
Devo conhecer mil mistérios outros
Para poder preencher o vazio e fechar o buraco
Curar as feridas, sanar o asco
E me será dada certa liberdade
Certa liberalidade na libertinagem
A guisa de compensação que seja
Pelo tempo que não volta
Pela dor que não se cura
A ferida sempre aberta
A eterna amargura
Que eu carregarei vida a fora
e, ó, há tantos piores que mim eu sei
Mas há tantos melhores também
E tantos piores sem porque
E tantos melhores sem merecer
E, ah, tantos melhores piores e tantos piores melhores- vê?
E por tudo que poderia te sido
Mas não foi
E por todos os sorrisos que eu poderia ter vivido
Mas que foram dor
Me será dada certa liberdade
Certa liberalidade na violência
Pra punir os ladrões de minha adolescencia
E para todo crime contra mim feito
Que não houver culpado exacto
Haverá um anestésico
Um whisky e um vinho
E um anjo alado ao lado
Uma compensação em luxuriante abundância
Um longo lapso de tempo de alegria intensa
Um orgasmo eterno numa Orgia que não se cansa
Por tudo que antes não me foi permitido
Por tudo que era meu de direito mas me foi mesmo assim interdito
A tudo hoje me permito
Salvo conduto mesmo para o mais obscuro
Pois os fins são nobres e puros
E se dos meios escusos eu disponho
Como um deus de seus poderes dispõe
Que só meus deuses me julguem e me perdoem
Não, eu não viverei para sempre
E por tudo que eu já perdi
E por tudo que eu já chorei
Não tenho um segundo mais sequer a perder!
TESOURO OCULTO
Sim, eu de fato menti
Mas foi pra me proteger
Pra proteger-te foi que o fiz
Sim, eu menti
Mas não pra te ferir
Mas pra que sofresses impedir
Pois mente mais quem diz
Que só se esconde sangue e crime
Também, sabe-se, se esconde dor de amor
Ocultasse o ouro
Por ser ele frajil, oculta-se o que é belo
Não, não se enterram só cadáveres
Também se enterram tesouros!
E não são só nossos defeitos
Que tentamos disfarçar
As vezes o que temos de melhor
De mais puro e de mais belo
Nos da mais trabalho ocultar
Dentro de um coração
Se esconde ódio, se esconde amor
Perfume e veneno juntos
Sempre misturado com alguma dor
O que não te revelo
O que dizer-te me nego
É o que mais ansiava por contar-te
É o que mais queria que contentava-te
O que aqui dentro de mim levo
Essa frágil criança por quem velo
Para que tu não posso ve-lo
É um enlevo, um desvelo
Que jamais poderá realizar-se
Uma caricia que jamais poderá tocar-te sem machucar-te
E que desde cedo sempre foi tarde
Pois mesmo o maior tesouro oculto
Pode ser perigoso se encontrado
Mesmo o sentimento mais belo e terno
Aprendi- pode ferir e destruir se for revelado
As vezes o maior carinho dado
É aquele que permanece calado
Sozinho a teu lado sem ser jamais notado
E porque eu te amo; porque loucamente te amo
É esse o maior presente de meu tesouro que dou-te:
Tu dele não saberes absolutamente!
E essas são minhas maiores provas de amor por ti:
O fato mesmo de eu mentir e fingir
Minha mentira muda e a eternidade do meu silêncio
ASAS ENCLAUSURADAS
Asas enclausuradas por grades de monotonia
querem voar
Coração amordaçado por correntes de agonia
quer amar
Pernas convulsas saturadas d´uma juventude já perdida
querem dançar!
Ó frustração! Ó frustração!
Porque me bates assim tão forte com teu açoite?
Ódio, revolta, tédio e melancolia- que numa orgia copulam
No lugar perdido do mundo
Onde sonhos não muito duram
Ó solidão! Ó solidão!
Velha sorrateira solidão porque vens
Toda noite visitar-me sempre nova?
Sempre outra, sempre a mesma
Vontade de morte
Me de um farol, me de uma estrela
Um guia, um norte!
Ó, é de novo noite- madrugada é
Ouço os sinos plangerem agonia infinda
Ó, é a mesma historia, vida imóvel, vegetativa é
Catatonica!
Tédio, monotonia, humilhação...
O, vidinha!...
INVENTORES MAL INTENCIONADOS (PLAGIO BEM INTENCIONADO)
Tu que inventaste a distancia
Diga porque o fez
Tu que criaste a ausência
Porque ainda não a desfez?
E quem foi que fez a saudade
Que dilacera um peito assim dilatado?
E quem foi o criador dessa soledade?
A solidão de um coração angustiado
Ai! Tu que inventou a espera
E tu aí, que inventaste a esperança!
Essa esmagadora ânsia que não se cansa
Vos que criaste a separação
Dos corações a segregação
Não tinhas nada melhor que fazer?
E já que inventastes tantas coisas
E tantas coisas perniciosas
Porque não inventa algumas boas?
Como um meio de de novo ter
Ela aqui perto de mim
A Amiga
Minha melhor amiga, A amiga
Amiga Minha, a Amiga
Amo-te menina, de modo singular
Em cada aspecto único de modo vário
Em cada divergente maneira de modo único
Sozinho em meu silencio ermo
Mudo em sorrisos em meu canto
Entre teus amigos muitos
E entre estes números, eu apenas um dos
Eu apenas dor
Eu por penas d´amor
Eu apenas eu, eu apenas, apenas
Tu a única, insubstituivel, imcomparável
Tu Rayssa
Eu apenas um
Tu aquela- numero um
Eu um amigo teu, tu A Amiga Minha
Amiga com A maiúsculo
E no topo de meu coração solitário lugar único
Eu amigo minúsculo, no diminuto
Perdido entre tantos outros
E outros bem mais próximos
E outros bem mais queridos
Eu mais passado, cada vez mais lembrança
E tu ainda presente, sempre mais presente
Ainda que mesmo que ausente
Sempre tão veementemente pungente
Ainda que agora ausente
Ainda que a partir de hoje
Mais longe, mais distante...
Nesta ausência tua que em meu peito se dilata
E que nesse vazio recrudesce
Essa tristeza eterna
De ser sem ti aqui
Não caminhas mais por essas ruas
Cada vez mais rara sentada nesses bancos
Cada vez menos te encontrar nessas calçadas
Foi pra longe fazer novos amigos
Outros tantos, dentre os quais
Me perderei na multidão infinda
Cada vez mais dificilmente entre eles me verás
Seu olhos cansarão de procurar-me?
Seus olhos esquecerão de procurar-me?
Só mais um amigo, talvez que mais nem isso
Mas um segredo ainda confesso
Ao de minha solidão o silencio
Ainda te amo Amiga
Ainda te amo e ainda sofro sozinho...
TOLO PARA OURO
Tantas e tantas vezes
O seixo por diamante eu tomei
Mas juro que nunca pensei
Julgar uma jóia preciosa
Como se se vidro inútil fora
Julguei-te pelas aparências
Medi-te pelas precedências
E enquanto ao ouro de tolo me agarrava
Deixei que tu jóia mais rara
Fugisse de mim
E enquanto eu julgava ser o pó ouro
Por pouco e pouco
No infinito te perdi
E eu que te pensava vazia e fútil
Ai! Eu que tanto me surpreendi!
Eu que não te dei o valor devido
Como agora me redimir?
Jóia, te julguei como os escolhos
Abrolhos eu pensei fossem jóias
E agora?
Que será feito de mim?
MY DEAD LOVE
I´ve been looking for a new love
Walking under the storm, runinng throughout the sun
And you don´t even care
And you don´t even know
Still with me is always only you
Baby, I still remember
How you used to be
Loving in you today
An memory of you one day
Sunshine never reachs me
Sunshine will never comes here to me?
(BRIDGE)
I loved who you were
But I hate who you are
I won´t see you again
Sunrise I never see
(CHORUS):
My dead love
My sweet dead love
I´ll put pretty flowers
In your muder grave
My dead rose
My new love
Maybe I forgot who you were
To love now who you are
Loving you two times, honey
Loving in you two girls, yeah
(BRIDGE 2)
I forgot who you were
To love who you are
Come and take my hand
Once again
(CHORUS)
I´ve been walking along these stones
But you don´t even care
You will never know...
(johnny lynn lee)
Postado por johnny lynn lee às 20:22 0 comentários
POEMA DE UM FRUSTRADO
Depois da festa
Foi a solidão
Depois do riso
A depressão
E ela não veio
Ao contrario: se foi
Projetos e planos
Quebrados como as garrafas no chão
E fez-se lágrima da risada
E não abriu a porta chave
E a esperança fez-se em angústia
E espedaçou-se a suposta chave
A porta continua trancada
E tu é só de dar dó
Esperança novamente desmentida
E teu sofrimento é o de Jó
Sentado no chão
Sozinho no silencio
E essa dor no coração
De novo, de novo e de novo...
Depois dos sonhos
Foi a decepção
CONTRA TEMPO
(Contribuição de meu prezado amigo Paulinho)
Ainda me lembro como se fosse ontem
Como se ontem fosse noite
E essa noite aquela noite
Como se essa noite fosse manhã
E essa manhã amanhã
Ainda me lembro como se fosse hoje
Como se hoje fosse ontem
Como se ontem fosse outono
Como se o outono fosse mês que vem
E mês que vem a primavera que se foi
Ainda me lembro como se fosse amanhã
Como se amanhã fosse ser aquela velha noite
Ainda me lembro como se fosse sempre
MENINA
És ainda pra mim a mesma menina
Que um dia conheci- pálida criança
És ainda a mesma porque é ainda a mesma minha perplexidade
Estupefacto espanto de assim te encontrar na vida
Conviver contigo é conjugar o verbo desta perplexidade eterna constantemente
Mas és mulher- de paradoxos sem fim
De sempre novos mistérios velhos a serem desvelados
Abstracção surreal em minha mente- de andar lírico e toque fugaz
Cintila a luz de teu olhar oblíquo que dardeja
Sobranceiro em seu negror absoluto
Iluminando de mim meu mais tenebroso recanto no entanto
E faz tempo já que não nevas por aqui o leite cândido e meigo de tua presença sempre radiosa
Faz tempo que não conjuga teu nome em verbo de viver em minha vida
Mas há sempre qualquer coisa de ti na atmosfera
Nessa monótona paisagem petrificada de sempre em toda parte tu estas
Assim como a alma a animar um corpo oco
Há sempre qualquer coisa de ti em toda parte de minha vida, na atmosfera
Na infinda perplexidade do espaço suspensa- suave porém também densa
Vaporosas emanações de ti que esvoaçam sempre em dança
És amanhecer e entardecer, meio dia e alta noite
E assim sempre vives no ar mesmo que eu respiro
Sempre presente até em sua ausência
És mulher (e que mulher!), mas nesta perpetua estupefação de nosso primeiro encontro
És sempre menina de novo
Como nesse jogo de eterno retorno
É sempre infante a primavera
És, Rainha branca de neve, meu doce inverno primaveril
És minha noite e meus dias ainda, como sempre
Minhas caídas carentes folhas de outono
Sinto que te vais, tu te afastas lentamente; minha vida deixas
Mas a perplexidade de nosso primeiro encontro
Permanece até mesmo em nossas despedidas
Essa parte de tu que irremediavelmente esta pra sempre, indivisivelmente, em mim
Ficará aqui comigo compartilhando de tua ausência
Querida, és mistério constante, verdade inconstante de cada instante
Vogal e consoante
Eu te venero e desprezo, eu te preciso mesmo quando não quero
Eu te respiro
Eu vivo a ti
Conjugo teu nome (secreto nome) como o verbo viver
E conjugo viver como amar
Conjugo a ti sem palavra dizer
Vivo tu em cada instante a fazer
Se não estou morto é porque estou (teu nome)
EU NUNCA MAIS
É nada, è nunca
É nunca, é nada
Eu nunca fui eunuco
Eu nuca nunca cutucada
Adunco, caduco
Fecho atrás de mim a porta torta que deixa o mundo
Eu nunca, eu nada
Cheio de talvez
Eu nada, eu nunca
Cheio de quases
Eu que nunca fui
Eu que nada mais
Demente mente que mente
Perplexo reflexo de sonhos fingidos
Logo pra sempre ausente
Não mais metido, nem mais mentido
Eu nada fui
Eu nunca mais
Postado por johnny lynn lee às 20:31 0 comentários
POEMA DE UM DIA MUITO RUIM
Morte, querida, vem e me liberta
Dessa dor cruciante de sempre
Morte,dessas horas amiga, vem e me cura essas feridas
Livra-me da dor que nunca cicatriza
Com um beijo leva-me pra longe
Da ferida que não se dissipa
Pra longe, para além dos montes
Vem, e me mata primeiro a esperança
Que me prende a enleios quiméricos
Que me faz estremecer de ânsia
Que alimenta essa dor que já é deveras tamanha
Concede-me Ades o repouso no Elísio
Mas, doce donzela, venha abrupta e ligeira
Rapta-me assim com a rapidez de uma gazela
Ou como presto o leão a gazela mata
Rapta-me Ades como raptastes tua amada Persefane
Não quero mais sonhos, não quero mais angústias
Já é taõ tarde, que pode dar-me ainda a vida?
Se essa tristeza eterna não se cura?
Leva-me e rápido! Não me traga tu também mais sofrimentos
Nem quero eu proferir mais lamentos
Deixa-me afundar no silêncio do esquecimento, bela dama
E um derradeiro favor apenas lhe peço
Pra essa vida que não me permitiu sequer uma vitória
Pra essa vidinha maldita de desdita
Te rogo, por mim, se possível: cuspa-a na cara!
VERSOS ERÓTICOS
Cada verso meu pra ti
É um beijo frustrado
Um carinho não dado
Que ainda repousa em minha boca
Uma jura de amor
Um por do sol a sós
Mas que eu não te dei nunca
Cada poesia
Uma noite de amor perdida
Em que eu não te comi
Que tu não gozaste
Que não ejaculei
Ai! Cala de uma vez minha pena
Arranca essa caneta de minha mão
Pra que elas possam agarrar tuas pernas
Tira meus dedos dessas teclas
E os enfia em tua buceta
Que vocação de poeta não é ser asceta
Que é melhor a poesia vivida
Bem mais que a escrita
Cala minha boca faladeira
Com um beijo
Emudece esses lábios inquietos
Com teu sexo
Deixa que eu faça poemas
Com meu pinto
Que sou melhor poeta
Quando sou amante
Quero gozar em tua boca
Minhas mais lindas poesias
Vamos versificar esta noite!
OUTRAS DE TI
Te procurei em outros rostos
Tua luz em outros olhos
Tu em outros corpos nus
Fiz de conta que a mulata era tão branca
Como é branca essa tua tez pálida de lua
O negror de teu olhar em olhos azuis
Te criei em outras mulheres
Em outros seres te inventei tantas vezes
E de feliz eu me finji
Procurei carnes fartas pra esquecer tua esqualidez
A de louras tranças pra teu cabelo preto não querer
Me convenci de que te esqueci
Finji que te esqueci
Achei que era feliz
Procurei em outras santas
A puta de ti
Pensei ser feliz
cri que te esqueci
Procurei em outras putas
A santa em ti
Em novas bocas quis teu sabor
Em outros amores tua dor
Na febre de outros corpos tua pele fria
Mas em todas eu quis foi tu
No que diferia delas havia o vazio do que não tinham de tu
E nova renascias em memória minha
Finji que te esqueci
Achei que era feliz
Procurei em outras tantas
outras de ti
Pensei ser feliz
cri que te esqueci
Procurei em outras tontas
A mesma de ti
Em outras dores procurei esquecer teu amor
Em outros sabores que cansei cacei teu sabor
E aqui estou só
Tantas de ti que não eram tu
Tantas migalhas de ti em outras tantas
Tantos contrastes de ti em outras loucas
E aqui eu choro, só, ainda te amando
Abandonado e nu
CONSTANTEMENTE INCONSTANTE
Quando és dia eu estou noite
Quando estas noite eu sou dia
Constantemente inconstantes
Floresço no outono
Feneces na primavera
Meu sol nasce no teu crepúsculo
Tu te pões em meu alvorecer
Somos inverno no verão e Estio no inverno
Morremos quando devemos nascer
E nascemos no do universo o velório
Constantemente inconstantes
Nevarei em teu verão
E tu serás o sol ardente de meu inverno
Contigo sempre me surpreendo
E sou imprevisível até mesmo comigo!
Te procuro quando não me queres
Desejas-me se não te procuro
Se lhe voto ódio me amas
Mas se te amo me desprezas
Não nos encontramos nos extremos dessa contenda eterna
Mas, ao contrário, é no meio dessas mudanças todas
Dessas nuances em movimento
Escala de contradições e paradoxos
Que, estupefactos, nos chocamos
E é então que nos amamos
RESSACA DE TI
Mirei o fundo do copo
E nele vi tua face
Te traguei em goles tácitos
E pedi nova dose
Estava lá: ainda tão cândida e bela!
Como dantes
Inferno de Dante!
Não mais menina, agora mulher
Em morosas palavras ardentes
Te sorvi em poesias lânguidas
E de ti me embriaguei
Te senti por minhas veias correr
A cabeça tontear
E minha alma enlouquecer
Passei mal e vomitei
Cada gota de vodka e de conhaque
Mas a ti não expurguei
Abstémio que hoje sou
De teu vício não me curei
É, tu és meu vicio, minha doce droga maldita
Minha grande embriagues de sempre
Minha eterna ressaca pálida
Ainda sinto teu gosto em minha boca
Vou escovar os dentes
DUVIDA
Não sei mais se amo tu
Ou se amo ela
Não sei mais se é tu o meu amor
Ou se agora é de novo ela
Não sei mais se é ela meu amor
Ou se é ainda tu
Não sei dizer se ainda te amo
Ou se é mesmo ela meu novo amor
Não sei também se tu é tu
Ou se quem sabe tu é ela
Talvez que seja ela tu
Quando te olho nestes teus olhos morenos
Tenho certeza: és mesmo o amor da minha vida
Mas quando te olho nessa boca branca
Percebo: não te esqueci ainda
E tu voltou e tudo voltou
E ela voltou e tudo retornou
Mas mesmo assim tu não passou
Mas mesmo assim ela ficou
ai, que me ponho a ficar louco
Pos já não sei mais o que sinto- apenas que sinto
Não sei mais se é tu o meu amor
Ou sse ainda é ela
Não sei dizer se ainda a amo
Ou se é mesmo tu meu novo amor
Não sei mais se amo ela
Ou se amo tu
Não sei mais se é ela o meu amor
Ou se agora é de novo tu
E nem sei mais quem de tu é tu
Ou quem de tu me lembra ela
Nem quem dela é dela
E o que nela tem de tu
Quem dela é tu?
Quem de tu é ela?
Talvez fosse melhor que eu pensasse numa terceira
Uma assim que eu não amasse mas que
Amasse a mim, e que fosse suficientemente bela
Amena e encantadora, amiga (fuga)
Porque nem tu, nem ela
Nem ela, nem tu
Hão de me amar um dia
Tu: pequena, morena, roliça,languida
Tem outro amor
Tu: longilínea, pálida, macilenta, trágica
Tem outro também
Então que importa se eu ame?
E que importa quem?
E eu nem devia dizer essas coisas a voces duas
Mas ha tanto vinho em minha cabeça agora
E essa duvida que me mortifica
Vou lá fora olhar a lua
SINA
Ah, que sina é essa de ter em tão alta conta quem pouco se importa
O fado de amar quem não te ama
De gostar mais que o outro gosta!
Só eu te amei- tu mal se apercebeu
Só eu me lembro ainda- tu já esqueceu
E eu que noites em brados por ti, insone, velei chorando
Tu quiçá dedicou cinco minutos (duvido!) em mim pensando?
E eu que me assusto se um espinho lhe fura o dedo
Tu terás uma lágrima pra mim se eu morrer?- Um suspiro ao menos?
E só eu choro- tu te ris
E só eu amo- tu te vais
E eu te espero- tu já se foi
Eu te procuro- já é tu longe!
Me dou por completo- tu só migalhas
Tu some. E nada!
Ó, Senhor! Que sina é cuidar assim de quem não se importa
Cruel fadário é amar quem quando muito apenas gosta
E se devo, contudo, amar apenas
Quem também me ama
(prioridade pra quem te tem em prioridade, opção pra quem te tem como opção)
Porque quando sozinho a noite pergunto:
"Quem é que me ama como eu amo?"
Não me responde nem o eco no escuro?
Mas se devo, no entanto, amar a penas
Quem pouco me valoriza ou m rejeita
Como o posso suportar?
Gastar minhas rotas penas
A voar atrás de um anjo de grandes asas
Eu simples sabiá?
E nesse labirinto de solidão infinda
Todas as portas estão fechadas
Choverá de meus olhos oceanos tantos
Por poucas e esquálidas lágrimas?
Lutarei só contra exercitos poderosos
Por quem por pequena inconveniencia
Irá embora sem nem mesmo dizer adeus?
Ai! Que sina essa gostar mais de uma pessoa
Do que essa pessoa nos gosta
Ficar e esperar, por quem já foi embora...
PALIDA MASCARADA
Eu sou aquela que sorri encantadora
Enquanto dentro se contorce de dor
Que usa mascaras de mentiras verdadeiras
Pra esconder a falsa verdade d´um amor
Que gargalha mesmo sentindo da morte o estertor
Eu sou a carnavalesca com suas fantasias
Que fúteis sonhos conta, frívola
Que com um sorriso sempre cala uma dor
Aquela das lágrimas e magoas escondidas
Que vive duas vidas numa mesma vida
Por todos tão amada- mas sem um amor
TUAS CORES
Em teu regaço adormeço
Por dossel teu cabelo negro
Por travesseiro meu- tuas fartas coxas brancas
Em teu colo me deito e me esqueço
Por céu nocturno teus cabelos pretos
E teus seios: duas pálidas luas, cândidas
Por meu céu tuas negras tranças
E teus olhos verdes minhas estrelas
Em teu abraço enleado me perco
O meu céu é de teus olhos o azul
E o sol não brilha mais que teu riso
Ó, em teu beijo morro e ressuscito!
Não, não é mais pálida entre a névoa a lua
Não é essa noite que teu cabelo mais negra
Nem um céu de verão que teus olhos mais azul
Não, nem é mais belo o arrebol
Do crepúsculo a nocturna viração
Entre tu e de Gaia qualquer beleza- inda sou mais tu!
E que importa se o céu é azul?
É noite ainda em teu cabelo preto!
E que me incomoda que é negra a noite fria?
Cintila inda quente o dia em teus olhos azuis
Que me importa que desabe a vida lá fora
Se adormeço aqui em tuas alvas curvas brancas?
Ó, e a vaga que brame quando na praia rebenta
O verde de Oceano que de Urano o azul do céu se mistura
Não me inunda mais que estes teus olhos lânguidos
Ai! Quero nestes verdes olhos de céu mergulhar
Pelas nuvens cinzas do teu cerúleo mar quero poder voar
Olhos de Minerva que afogariam qualquer Netuno
Postado por johnny lynn lee às 20:40 0 comentários
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SONETO DA PARTIDA PARA A ITALIA
Minha bela, vou-me embora, para a Italia
Para de Roma as luzes e para as noites de Sorrento
A alma de saudade vaga, mas te levo em pensamento
Deixar esta terra maldita que não é minha
Minha bela, vou-me agora, que já é tarde
Nestas paragens tempo demais desperdicei
Sim, e é provavel que sempre te amarei
Mas te deixarei, e não volto; não me aguarde
Desta terra não levo saudade, apenas mágoa
Não respirar mais desse ar nem beber dessa água
Menina, vou-me embora. Não me agarres!
E sob o sol morno das praias do Mediterraneo
E sobre de Milano do chão a branca neve
Enfim repousar este corpo romano
NA PRAIA , SOB A CHUVA
Lembrar de ti me da tanta saudade de mim mesmo
De tantas coisas olvidadas la atrás
Há tanto de ti em mim e em tu vejo tanto de mim- do que fui, do que sou, do que em ti sempre serei
Se desprende então de ti esse fluído que te é tão próprio, como essa luz que irradias, que é tão tua
Esse eflúvio vaporoso com o qual me embebo em enleio, ébrio
Essa aura de névoa da roxa neblina de uma alma delicada
E essa fragrância doce da ternura de tua formosura sempre pálida
Há entre nós, penso, como que que um acordo secreto, inconfessado.
Uma promessa jamais dita, uma jura , assim sabe, que nunca foi feita?
E nosso mais ardente beijo ainda é aquele que nunca foi dado
E vem então a vaga suspirosa acariciar a areia branca, tímmida, na madrugada
Um véu de escuma banha tuas formas brancas, longilíneas- nua sob a lua
A diafana cortina das neblinas cai, se desprendendo furtiva do manto nebuloso do céu revolto
Da tormenta que chega, que violenta mas docemente se aproxima
Esse véu vaporoso e níveo que a tudo envolve em eflúvios lentos, como esse teu cheiro
No horizonte os morros inda roxos no arrebol que mata Apolo de novo
E tu corres doida pelas areias, as formas alvas movendo-se alegres; saltitas, deslizas, parece que até voas!
As pernas longas da carne desejada onde a vaga te beija erótica
E tu apertas entre esses dedos longos estes globos alvos, pressurosa
Argentea lua que prateia tua tez eburnea, sobre a qual Urano já pranteia
Ergue teus longos e magros braços de marfim em direcção a mim- me chamas
Ai! Tudo que poderia ter sido e que não foi e que jamais será, tanta coisa assim se irrompe das profundezas
Como águas represadas, a tanto tempo atormentadas, como a lava que irrompe ardente e implacável do seio da terra até pouco antes impassível!
Sim! Um beijo nos devemos ainda por tudo que displiscentemente deixamos se esvair, que por força das circunstancias ou que por falta das tuas forças se assim deixou sumir
As promessas que deixamos fenecerem e teus olhos castanhos a desmaiar!
E, pelo véu de névoa, diáfana, tu te aproximas, macilenta
Deita teu corpo esquálido e formoso na areia comigo
O manto da tempestade cobre, suavemente, a cúpula negra de estrelas do céu
Chorando o pranto de tanto sonho natimorto, que morreram assim sem sentido (mas não sem terem sido sentidos), que não foram mas poderiam bem terem sido
Rescende sobre teu colo de neve e sobre meu rosto em febre esse manto escuro
De teus cabelos negros que assim se deitam sobre a pálida tez suada, onde as lágrimas de Diana são estrelas
Ó! E lembrar de ti desperta em mim tanta saudade de mim!
Tocar essa tua tenra carne branca, esses seios fatos e voluptuosos apertados em mim que até te posso ouvir o coração bater!
Um vulcão em erupção, águas que irrompem do fundo de um abismo de quilómetros
Tanto de mim nessa tua carne, nessa tua boca, nesses teus olhos; tanto eu na sua alma
A onda se choca com a areia da praia num abraço de desejo
A chuva das nuvens, que era do mar, o mar reencontra numa sequiosa cópula
Estes teus seios alvos, balouçantes, arquejando, palpitantes; saltitando sobre mim
Minha boca tua boca encontra como no horizonte encontra o oceano o céu
A areia encontra a chuva, e a chuva abraça a areia, como minhas coxas encontram tuas coxas
E beija a praia a vaga como meu corpo com teu corpo se choca
Tudo se une de novo, tudo é um só num encontro mutuo
Tanto de mim em ti e tanto de ti em mim!
Na chuva- o oceano e o céu feitos um
Eu dentro de ti, tu dentro de mim
Na praia- feitos um o mar e a areia
Na noite- um só, eu e tu...
ULTIMA LAGRIMA
Há em mim uma lágrima
Que por ti ainda não derramei
Fria e solitária lágrima
Que num verso te cantarei
Não, já não te amo mais
Mais de um amor há entre aquele amor e nós
Não, contigo já não sonho mais
Mas ainda vejo em ti a razão de cada motivo que me apaixonou
Uma ultima lágrima te dou
Pelo que poderia ter sido e não foi
E um sorriso novo que assim ficou
Pela amizade que ainda há entre nós dois
VOLTA
Ai! Volta inda uma vez
Que eu não soube esquece-la
O gosto de teu beijo
Em minha boca ainda queima
E tanto tempo se passou
Tu mudaste e eu também
Quanta saudade daqueles dias
Que eu nunca mais terei
Ai! Se ainda te amo?
Sim e não, eu diria
Amo quem tu fostes, mas quem tu és
Amo pela que seria
Te tenho no coração ainda como eras
Em ti amo a lembrança de tu mesma
Mas sei que somos outros- outro tempo, outra época
Em ti viva amo a ti que já é morta
Amo em ti a sepultura de quem tu eras
(...)
Mas também gosto de quem és hoje
Apenas que pareces outra mulher
Nem melhor, nem pior- outra é
Ai! Que talvez esqueço de quem tu fostes
Pra me apaixonar por quem tu és?
Tendo assim dois amores- na mesma mulher!?
Esquecer e reapaixonar-me
De novo pela mesma menina
Ao mesmo tempo pela mulher e pela ninfa
Amar-te, esquecer-te e amar-te novamente
Que sina seria a minha!
Amar-te duas vezes na mesma vida!...
DERRADEIRO ABRAÇO
Exangue eu me deito entre meu vomito e tua merda
Como um louco eu corro pelo meu sangue através
Teus olhos vidrados se apagam em uma lágrima
Rastejo em direção a saída, pois não mais fico de pé
Bater a porta já não posso, com minhas unhas quebradas a arranho
Secos olhos choram o pó das lembranças que não foram, ninguém abre
Ó, ninguém jamais ouviu os gritos hoje mudos- ninguém ouve- eu mudo
Lágrima escorre lânguida da face ao colo de neve- que já não arqueja ou palpita, inerte
Me viro convulso na cama de arame farpado, me contorço (e me corto) e misturo
Meu sangue com teu sangue, minha lágrima com tua lágrima
Te abraço (um ultimo). Tão pálida e tão fria, imóvel- revolvo
O sangue na lágrima e a lágrima no sangue- que lastima!
Num ultimo dos beijos- suor, saliva, sangue, lágrima, excremento e urina- cheiro de morte
Misturo o sangue no vomito e na lágrima a merda; uma só são suas entranhas nas minhas
Duas vidas malfadadas, não vividas, que findam- hematomas e cortes
Uma cena terrível e repugnante- que poderia contudo ter sido tão bela...
"AQUELA QUE VIRA"
E tu eu chamarei de "Aquela que vira"
Como vira não sei, nem como será
Talvez que tenha cabelos castanhos
Quiçá flavos como o trigo
Pretos de azeviche talvez, assim como bem gosto
Cerúleos olhos, glauco olhar, talvez negros e profundos
Mas que seja doce, radiante e meiga
Desse tipo de menina tímida e romântica que tanto me encanta
Que tenha sorriso de fada e olhar de ninfa
E um jeito de anjo no andar, como se voasse
Um jeito suave no tocar, como se não tocasse
Estará comigo nas noites frias
Assim como nos dias de sol
E será assim como minha eterna companhia
Livrarei-me de minhas dores curando tuas agonias
E quando não estiveres perto
Serei saudoso até de teus defeitos
Só te pesso, "Aquela que vira"
Que não tardes muito que eu já entardeço
Que venhas antes da noite
Quando os lobos espreitam
Minha cansada carne para jantar
Só te pesso mesmo isso, que não te atrases
Não sei, quem sabe se amanhã não morro?
Não te quero ver vestida de luto
Antes mesmo de eu ver-lhe o rosto
Não quero deixar este mundo
Antes que venhas para meu mundo
Que eu posso ver mas não posso tocar
Que eu posso desejar mas não posso ter
Que eu posso amar
Mas não podem amar a mim
A um passo de viver e a um passo de morrer
Postado por johnny lynn lee às 06:11 0 comentários
sábado, 26 de junho de 2010
I COULD DIE FOR YOUR SMILE
I´d burn till I die before you could feel the slightest warmth of the fire
I´d die just to see you smile
I´d cry a whole ocean just to stop you even shed a tear
I´d die just to hear you whisper in my ear
I´d hold you so tight in my arms and kill all your fears
I´d die to see the bright shine of your eyes
I´d die just to see your smile
I´d bleed all the hell to take away from your heart every pain
I´d die for your kiss
Just to see you a minute I´d walk under the hotest sun or under the coldest rain
I´d do anything to have you with me
I´d die for your smile
Because is looking at your eyes
Thta I feeel so fine like anytime else
Anytime
Because is your sweetest smile
That makes me feel alive as nothing can
Nothing else
Oh, so alive,baby
That I could die
I could die for your smile
(...)
Pequena, há tanta alma dentro de ti
Se dentro da Caixa de Pandora
Esconderam os Deuses todos os males
Todas as belezas e prazeres da alma e da carne
Colocaram eles em ti
Pequena, há tanta beleza cândida nessa tua face meiga
E tantos talentos e graças, pudicas e castas
Entra da tua alma as frestas, tímidas, escondidas
Entre as quinas estreitas de uma alma dilatada
Tanto pelo que se apaixonar...
Tantas de ti a se descobrir...
E onde estavas tu que todo este tempo te escondias?
Bem a minha vista e que eu não te via
Bem ali ao lado e ainda assim
Tão desconhecida, tão longe de mim
Ai, e em minha vida tem uma vaga, um buraco, um vazio
Um lugar que aquecestes, mas que antes era frio
Um lugar de que se esqueces-te volta a ser limbo
Lugar escuro que teu olhar iluminou
Mundo preto e branco que teu sorriso coloriu
E eu que te via e não te conhecia
E essa ausência que eu sentia, ora veja: era de ti!
E eu que nem sabia que algo me faltava, hoje vejo: sim, faltava
E era a ti que eu queria e não sabia!
Era a ti...
A, mas a trama da vida é uma rede intrincada de intrigas
De desencontros e encontros, decepções e surpresas, (...)
Ai, (...), e eu que nem te via; nem sabia que vinhas
Eu que pelas vias da vida não havia que eu te via, vim e vi:
Vi, (...), que tu fez tanta falta aqui
E agora que vieste te peço apenas
Que não te partas, minha pequena
Peço só que sejas assim como sempre foi
Que é assim que eu te queria
Mesmo quando nem te conhecia
Só quero que sejas, que vivas
E minha vida te diz menina: bem vinda sejas
(...) seja bem vinda!
ABSTINÊNCIA
Teu sorriso doi
Quando faz falta
Se é teu olhar ausente
O ar me escapa
Se tua voz fala
Faz-se então a musica
Mas se tua nota cala
Se faz silêncio, se faz ausencia
Se faz pesar
Menia com rosto de anjo
Mulher com olhar de céu
Anjo de forma humana
O céu que se fez mulher...
Tua beleza incomoda, quando se tona rara
E é tão dolorosa, se se prolonga a ausencia!
Tua beleza mata quando faz tanta falta....
JUVENTUDE ENVELHECIDA
Me serão nescessários pois
Mil sortilégios novos
Para compensar-me assim
Essa incompletude eterna
De uma infância não vivida
Uma juventude assim roubada
Devo conhecer mil mistérios outros
Para poder preencher o vazio e fechar o buraco
Curar as feridas, sanar o asco
E me será dada certa liberdade
Certa liberalidade na libertinagem
A guisa de compensação que seja
Pelo tempo que não volta
Pela dor que não se cura
A ferida sempre aberta
A eterna amargura
Que eu carregarei vida a fora
e, ó, há tantos piores que mim eu sei
Mas há tantos melhores também
E tantos piores sem porque
E tantos melhores sem merecer
E, ah, tantos melhores piores e tantos piores melhores- vê?
E por tudo que poderia te sido
Mas não foi
E por todos os sorrisos que eu poderia ter vivido
Mas que foram dor
Me será dada certa liberdade
Certa liberalidade na violência
Pra punir os ladrões de minha adolescencia
E para todo crime contra mim feito
Que não houver culpado exacto
Haverá um anestésico
Um whisky e um vinho
E um anjo alado ao lado
Uma compensação em luxuriante abundância
Um longo lapso de tempo de alegria intensa
Um orgasmo eterno numa Orgia que não se cansa
Por tudo que antes não me foi permitido
Por tudo que era meu de direito mas me foi mesmo assim interdito
A tudo hoje me permito
Salvo conduto mesmo para o mais obscuro
Pois os fins são nobres e puros
E se dos meios escusos eu disponho
Como um deus de seus poderes dispõe
Que só meus deuses me julguem e me perdoem
Não, eu não viverei para sempre
E por tudo que eu já perdi
E por tudo que eu já chorei
Não tenho um segundo mais sequer a perder!
TESOURO OCULTO
Sim, eu de fato menti
Mas foi pra me proteger
Pra proteger-te foi que o fiz
Sim, eu menti
Mas não pra te ferir
Mas pra que sofresses impedir
Pois mente mais quem diz
Que só se esconde sangue e crime
Também, sabe-se, se esconde dor de amor
Ocultasse o ouro
Por ser ele frajil, oculta-se o que é belo
Não, não se enterram só cadáveres
Também se enterram tesouros!
E não são só nossos defeitos
Que tentamos disfarçar
As vezes o que temos de melhor
De mais puro e de mais belo
Nos da mais trabalho ocultar
Dentro de um coração
Se esconde ódio, se esconde amor
Perfume e veneno juntos
Sempre misturado com alguma dor
O que não te revelo
O que dizer-te me nego
É o que mais ansiava por contar-te
É o que mais queria que contentava-te
O que aqui dentro de mim levo
Essa frágil criança por quem velo
Para que tu não posso ve-lo
É um enlevo, um desvelo
Que jamais poderá realizar-se
Uma caricia que jamais poderá tocar-te sem machucar-te
E que desde cedo sempre foi tarde
Pois mesmo o maior tesouro oculto
Pode ser perigoso se encontrado
Mesmo o sentimento mais belo e terno
Aprendi- pode ferir e destruir se for revelado
As vezes o maior carinho dado
É aquele que permanece calado
Sozinho a teu lado sem ser jamais notado
E porque eu te amo; porque loucamente te amo
É esse o maior presente de meu tesouro que dou-te:
Tu dele não saberes absolutamente!
E essas são minhas maiores provas de amor por ti:
O fato mesmo de eu mentir e fingir
Minha mentira muda e a eternidade do meu silêncio
ASAS ENCLAUSURADAS
Asas enclausuradas por grades de monotonia
querem voar
Coração amordaçado por correntes de agonia
quer amar
Pernas convulsas saturadas d´uma juventude já perdida
querem dançar!
Ó frustração! Ó frustração!
Porque me bates assim tão forte com teu açoite?
Ódio, revolta, tédio e melancolia- que numa orgia copulam
No lugar perdido do mundo
Onde sonhos não muito duram
Ó solidão! Ó solidão!
Velha sorrateira solidão porque vens
Toda noite visitar-me sempre nova?
Sempre outra, sempre a mesma
Vontade de morte
Me de um farol, me de uma estrela
Um guia, um norte!
Ó, é de novo noite- madrugada é
Ouço os sinos plangerem agonia infinda
Ó, é a mesma historia, vida imóvel, vegetativa é
Catatonica!
Tédio, monotonia, humilhação...
O, vidinha!...
INVENTORES MAL INTENCIONADOS (PLAGIO BEM INTENCIONADO)
Tu que inventaste a distancia
Diga porque o fez
Tu que criaste a ausência
Porque ainda não a desfez?
E quem foi que fez a saudade
Que dilacera um peito assim dilatado?
E quem foi o criador dessa soledade?
A solidão de um coração angustiado
Ai! Tu que inventou a espera
E tu aí, que inventaste a esperança!
Essa esmagadora ânsia que não se cansa
Vos que criaste a separação
Dos corações a segregação
Não tinhas nada melhor que fazer?
E já que inventastes tantas coisas
E tantas coisas perniciosas
Porque não inventa algumas boas?
Como um meio de de novo ter
Ela aqui perto de mim
A Amiga
Minha melhor amiga, A amiga
Amiga Minha, a Amiga
Amo-te menina, de modo singular
Em cada aspecto único de modo vário
Em cada divergente maneira de modo único
Sozinho em meu silencio ermo
Mudo em sorrisos em meu canto
Entre teus amigos muitos
E entre estes números, eu apenas um dos
Eu apenas dor
Eu por penas d´amor
Eu apenas eu, eu apenas, apenas
Tu a única, insubstituivel, imcomparável
Tu Rayssa
Eu apenas um
Tu aquela- numero um
Eu um amigo teu, tu A Amiga Minha
Amiga com A maiúsculo
E no topo de meu coração solitário lugar único
Eu amigo minúsculo, no diminuto
Perdido entre tantos outros
E outros bem mais próximos
E outros bem mais queridos
Eu mais passado, cada vez mais lembrança
E tu ainda presente, sempre mais presente
Ainda que mesmo que ausente
Sempre tão veementemente pungente
Ainda que agora ausente
Ainda que a partir de hoje
Mais longe, mais distante...
Nesta ausência tua que em meu peito se dilata
E que nesse vazio recrudesce
Essa tristeza eterna
De ser sem ti aqui
Não caminhas mais por essas ruas
Cada vez mais rara sentada nesses bancos
Cada vez menos te encontrar nessas calçadas
Foi pra longe fazer novos amigos
Outros tantos, dentre os quais
Me perderei na multidão infinda
Cada vez mais dificilmente entre eles me verás
Seu olhos cansarão de procurar-me?
Seus olhos esquecerão de procurar-me?
Só mais um amigo, talvez que mais nem isso
Mas um segredo ainda confesso
Ao de minha solidão o silencio
Ainda te amo Amiga
Ainda te amo e ainda sofro sozinho...
TOLO PARA OURO
Tantas e tantas vezes
O seixo por diamante eu tomei
Mas juro que nunca pensei
Julgar uma jóia preciosa
Como se se vidro inútil fora
Julguei-te pelas aparências
Medi-te pelas precedências
E enquanto ao ouro de tolo me agarrava
Deixei que tu jóia mais rara
Fugisse de mim
E enquanto eu julgava ser o pó ouro
Por pouco e pouco
No infinito te perdi
E eu que te pensava vazia e fútil
Ai! Eu que tanto me surpreendi!
Eu que não te dei o valor devido
Como agora me redimir?
Jóia, te julguei como os escolhos
Abrolhos eu pensei fossem jóias
E agora?
Que será feito de mim?
MY DEAD LOVE
I´ve been looking for a new love
Walking under the storm, runinng throughout the sun
And you don´t even care
And you don´t even know
Still with me is always only you
Baby, I still remember
How you used to be
Loving in you today
An memory of you one day
Sunshine never reachs me
Sunshine will never comes here to me?
(BRIDGE)
I loved who you were
But I hate who you are
I won´t see you again
Sunrise I never see
(CHORUS):
My dead love
My sweet dead love
I´ll put pretty flowers
In your muder grave
My dead rose
My new love
Maybe I forgot who you were
To love now who you are
Loving you two times, honey
Loving in you two girls, yeah
(BRIDGE 2)
I forgot who you were
To love who you are
Come and take my hand
Once again
(CHORUS)
I´ve been walking along these stones
But you don´t even care
You will never know...
(johnny lynn lee)
Postado por johnny lynn lee às 20:22 0 comentários
POEMA DE UM FRUSTRADO
Depois da festa
Foi a solidão
Depois do riso
A depressão
E ela não veio
Ao contrario: se foi
Projetos e planos
Quebrados como as garrafas no chão
E fez-se lágrima da risada
E não abriu a porta chave
E a esperança fez-se em angústia
E espedaçou-se a suposta chave
A porta continua trancada
E tu é só de dar dó
Esperança novamente desmentida
E teu sofrimento é o de Jó
Sentado no chão
Sozinho no silencio
E essa dor no coração
De novo, de novo e de novo...
Depois dos sonhos
Foi a decepção
CONTRA TEMPO
(Contribuição de meu prezado amigo Paulinho)
Ainda me lembro como se fosse ontem
Como se ontem fosse noite
E essa noite aquela noite
Como se essa noite fosse manhã
E essa manhã amanhã
Ainda me lembro como se fosse hoje
Como se hoje fosse ontem
Como se ontem fosse outono
Como se o outono fosse mês que vem
E mês que vem a primavera que se foi
Ainda me lembro como se fosse amanhã
Como se amanhã fosse ser aquela velha noite
Ainda me lembro como se fosse sempre
MENINA
És ainda pra mim a mesma menina
Que um dia conheci- pálida criança
És ainda a mesma porque é ainda a mesma minha perplexidade
Estupefacto espanto de assim te encontrar na vida
Conviver contigo é conjugar o verbo desta perplexidade eterna constantemente
Mas és mulher- de paradoxos sem fim
De sempre novos mistérios velhos a serem desvelados
Abstracção surreal em minha mente- de andar lírico e toque fugaz
Cintila a luz de teu olhar oblíquo que dardeja
Sobranceiro em seu negror absoluto
Iluminando de mim meu mais tenebroso recanto no entanto
E faz tempo já que não nevas por aqui o leite cândido e meigo de tua presença sempre radiosa
Faz tempo que não conjuga teu nome em verbo de viver em minha vida
Mas há sempre qualquer coisa de ti na atmosfera
Nessa monótona paisagem petrificada de sempre em toda parte tu estas
Assim como a alma a animar um corpo oco
Há sempre qualquer coisa de ti em toda parte de minha vida, na atmosfera
Na infinda perplexidade do espaço suspensa- suave porém também densa
Vaporosas emanações de ti que esvoaçam sempre em dança
És amanhecer e entardecer, meio dia e alta noite
E assim sempre vives no ar mesmo que eu respiro
Sempre presente até em sua ausência
És mulher (e que mulher!), mas nesta perpetua estupefação de nosso primeiro encontro
És sempre menina de novo
Como nesse jogo de eterno retorno
É sempre infante a primavera
És, Rainha branca de neve, meu doce inverno primaveril
És minha noite e meus dias ainda, como sempre
Minhas caídas carentes folhas de outono
Sinto que te vais, tu te afastas lentamente; minha vida deixas
Mas a perplexidade de nosso primeiro encontro
Permanece até mesmo em nossas despedidas
Essa parte de tu que irremediavelmente esta pra sempre, indivisivelmente, em mim
Ficará aqui comigo compartilhando de tua ausência
Querida, és mistério constante, verdade inconstante de cada instante
Vogal e consoante
Eu te venero e desprezo, eu te preciso mesmo quando não quero
Eu te respiro
Eu vivo a ti
Conjugo teu nome (secreto nome) como o verbo viver
E conjugo viver como amar
Conjugo a ti sem palavra dizer
Vivo tu em cada instante a fazer
Se não estou morto é porque estou (teu nome)
EU NUNCA MAIS
É nada, è nunca
É nunca, é nada
Eu nunca fui eunuco
Eu nuca nunca cutucada
Adunco, caduco
Fecho atrás de mim a porta torta que deixa o mundo
Eu nunca, eu nada
Cheio de talvez
Eu nada, eu nunca
Cheio de quases
Eu que nunca fui
Eu que nada mais
Demente mente que mente
Perplexo reflexo de sonhos fingidos
Logo pra sempre ausente
Não mais metido, nem mais mentido
Eu nada fui
Eu nunca mais
Postado por johnny lynn lee às 20:31 0 comentários
POEMA DE UM DIA MUITO RUIM
Morte, querida, vem e me liberta
Dessa dor cruciante de sempre
Morte,dessas horas amiga, vem e me cura essas feridas
Livra-me da dor que nunca cicatriza
Com um beijo leva-me pra longe
Da ferida que não se dissipa
Pra longe, para além dos montes
Vem, e me mata primeiro a esperança
Que me prende a enleios quiméricos
Que me faz estremecer de ânsia
Que alimenta essa dor que já é deveras tamanha
Concede-me Ades o repouso no Elísio
Mas, doce donzela, venha abrupta e ligeira
Rapta-me assim com a rapidez de uma gazela
Ou como presto o leão a gazela mata
Rapta-me Ades como raptastes tua amada Persefane
Não quero mais sonhos, não quero mais angústias
Já é taõ tarde, que pode dar-me ainda a vida?
Se essa tristeza eterna não se cura?
Leva-me e rápido! Não me traga tu também mais sofrimentos
Nem quero eu proferir mais lamentos
Deixa-me afundar no silêncio do esquecimento, bela dama
E um derradeiro favor apenas lhe peço
Pra essa vida que não me permitiu sequer uma vitória
Pra essa vidinha maldita de desdita
Te rogo, por mim, se possível: cuspa-a na cara!
VERSOS ERÓTICOS
Cada verso meu pra ti
É um beijo frustrado
Um carinho não dado
Que ainda repousa em minha boca
Uma jura de amor
Um por do sol a sós
Mas que eu não te dei nunca
Cada poesia
Uma noite de amor perdida
Em que eu não te comi
Que tu não gozaste
Que não ejaculei
Ai! Cala de uma vez minha pena
Arranca essa caneta de minha mão
Pra que elas possam agarrar tuas pernas
Tira meus dedos dessas teclas
E os enfia em tua buceta
Que vocação de poeta não é ser asceta
Que é melhor a poesia vivida
Bem mais que a escrita
Cala minha boca faladeira
Com um beijo
Emudece esses lábios inquietos
Com teu sexo
Deixa que eu faça poemas
Com meu pinto
Que sou melhor poeta
Quando sou amante
Quero gozar em tua boca
Minhas mais lindas poesias
Vamos versificar esta noite!
OUTRAS DE TI
Te procurei em outros rostos
Tua luz em outros olhos
Tu em outros corpos nus
Fiz de conta que a mulata era tão branca
Como é branca essa tua tez pálida de lua
O negror de teu olhar em olhos azuis
Te criei em outras mulheres
Em outros seres te inventei tantas vezes
E de feliz eu me finji
Procurei carnes fartas pra esquecer tua esqualidez
A de louras tranças pra teu cabelo preto não querer
Me convenci de que te esqueci
Finji que te esqueci
Achei que era feliz
Procurei em outras santas
A puta de ti
Pensei ser feliz
cri que te esqueci
Procurei em outras putas
A santa em ti
Em novas bocas quis teu sabor
Em outros amores tua dor
Na febre de outros corpos tua pele fria
Mas em todas eu quis foi tu
No que diferia delas havia o vazio do que não tinham de tu
E nova renascias em memória minha
Finji que te esqueci
Achei que era feliz
Procurei em outras tantas
outras de ti
Pensei ser feliz
cri que te esqueci
Procurei em outras tontas
A mesma de ti
Em outras dores procurei esquecer teu amor
Em outros sabores que cansei cacei teu sabor
E aqui estou só
Tantas de ti que não eram tu
Tantas migalhas de ti em outras tantas
Tantos contrastes de ti em outras loucas
E aqui eu choro, só, ainda te amando
Abandonado e nu
CONSTANTEMENTE INCONSTANTE
Quando és dia eu estou noite
Quando estas noite eu sou dia
Constantemente inconstantes
Floresço no outono
Feneces na primavera
Meu sol nasce no teu crepúsculo
Tu te pões em meu alvorecer
Somos inverno no verão e Estio no inverno
Morremos quando devemos nascer
E nascemos no do universo o velório
Constantemente inconstantes
Nevarei em teu verão
E tu serás o sol ardente de meu inverno
Contigo sempre me surpreendo
E sou imprevisível até mesmo comigo!
Te procuro quando não me queres
Desejas-me se não te procuro
Se lhe voto ódio me amas
Mas se te amo me desprezas
Não nos encontramos nos extremos dessa contenda eterna
Mas, ao contrário, é no meio dessas mudanças todas
Dessas nuances em movimento
Escala de contradições e paradoxos
Que, estupefactos, nos chocamos
E é então que nos amamos
RESSACA DE TI
Mirei o fundo do copo
E nele vi tua face
Te traguei em goles tácitos
E pedi nova dose
Estava lá: ainda tão cândida e bela!
Como dantes
Inferno de Dante!
Não mais menina, agora mulher
Em morosas palavras ardentes
Te sorvi em poesias lânguidas
E de ti me embriaguei
Te senti por minhas veias correr
A cabeça tontear
E minha alma enlouquecer
Passei mal e vomitei
Cada gota de vodka e de conhaque
Mas a ti não expurguei
Abstémio que hoje sou
De teu vício não me curei
É, tu és meu vicio, minha doce droga maldita
Minha grande embriagues de sempre
Minha eterna ressaca pálida
Ainda sinto teu gosto em minha boca
Vou escovar os dentes
DUVIDA
Não sei mais se amo tu
Ou se amo ela
Não sei mais se é tu o meu amor
Ou se agora é de novo ela
Não sei mais se é ela meu amor
Ou se é ainda tu
Não sei dizer se ainda te amo
Ou se é mesmo ela meu novo amor
Não sei também se tu é tu
Ou se quem sabe tu é ela
Talvez que seja ela tu
Quando te olho nestes teus olhos morenos
Tenho certeza: és mesmo o amor da minha vida
Mas quando te olho nessa boca branca
Percebo: não te esqueci ainda
E tu voltou e tudo voltou
E ela voltou e tudo retornou
Mas mesmo assim tu não passou
Mas mesmo assim ela ficou
ai, que me ponho a ficar louco
Pos já não sei mais o que sinto- apenas que sinto
Não sei mais se é tu o meu amor
Ou sse ainda é ela
Não sei dizer se ainda a amo
Ou se é mesmo tu meu novo amor
Não sei mais se amo ela
Ou se amo tu
Não sei mais se é ela o meu amor
Ou se agora é de novo tu
E nem sei mais quem de tu é tu
Ou quem de tu me lembra ela
Nem quem dela é dela
E o que nela tem de tu
Quem dela é tu?
Quem de tu é ela?
Talvez fosse melhor que eu pensasse numa terceira
Uma assim que eu não amasse mas que
Amasse a mim, e que fosse suficientemente bela
Amena e encantadora, amiga (fuga)
Porque nem tu, nem ela
Nem ela, nem tu
Hão de me amar um dia
Tu: pequena, morena, roliça,languida
Tem outro amor
Tu: longilínea, pálida, macilenta, trágica
Tem outro também
Então que importa se eu ame?
E que importa quem?
E eu nem devia dizer essas coisas a voces duas
Mas ha tanto vinho em minha cabeça agora
E essa duvida que me mortifica
Vou lá fora olhar a lua
SINA
Ah, que sina é essa de ter em tão alta conta quem pouco se importa
O fado de amar quem não te ama
De gostar mais que o outro gosta!
Só eu te amei- tu mal se apercebeu
Só eu me lembro ainda- tu já esqueceu
E eu que noites em brados por ti, insone, velei chorando
Tu quiçá dedicou cinco minutos (duvido!) em mim pensando?
E eu que me assusto se um espinho lhe fura o dedo
Tu terás uma lágrima pra mim se eu morrer?- Um suspiro ao menos?
E só eu choro- tu te ris
E só eu amo- tu te vais
E eu te espero- tu já se foi
Eu te procuro- já é tu longe!
Me dou por completo- tu só migalhas
Tu some. E nada!
Ó, Senhor! Que sina é cuidar assim de quem não se importa
Cruel fadário é amar quem quando muito apenas gosta
E se devo, contudo, amar apenas
Quem também me ama
(prioridade pra quem te tem em prioridade, opção pra quem te tem como opção)
Porque quando sozinho a noite pergunto:
"Quem é que me ama como eu amo?"
Não me responde nem o eco no escuro?
Mas se devo, no entanto, amar a penas
Quem pouco me valoriza ou m rejeita
Como o posso suportar?
Gastar minhas rotas penas
A voar atrás de um anjo de grandes asas
Eu simples sabiá?
E nesse labirinto de solidão infinda
Todas as portas estão fechadas
Choverá de meus olhos oceanos tantos
Por poucas e esquálidas lágrimas?
Lutarei só contra exercitos poderosos
Por quem por pequena inconveniencia
Irá embora sem nem mesmo dizer adeus?
Ai! Que sina essa gostar mais de uma pessoa
Do que essa pessoa nos gosta
Ficar e esperar, por quem já foi embora...
PALIDA MASCARADA
Eu sou aquela que sorri encantadora
Enquanto dentro se contorce de dor
Que usa mascaras de mentiras verdadeiras
Pra esconder a falsa verdade d´um amor
Que gargalha mesmo sentindo da morte o estertor
Eu sou a carnavalesca com suas fantasias
Que fúteis sonhos conta, frívola
Que com um sorriso sempre cala uma dor
Aquela das lágrimas e magoas escondidas
Que vive duas vidas numa mesma vida
Por todos tão amada- mas sem um amor
TUAS CORES
Em teu regaço adormeço
Por dossel teu cabelo negro
Por travesseiro meu- tuas fartas coxas brancas
Em teu colo me deito e me esqueço
Por céu nocturno teus cabelos pretos
E teus seios: duas pálidas luas, cândidas
Por meu céu tuas negras tranças
E teus olhos verdes minhas estrelas
Em teu abraço enleado me perco
O meu céu é de teus olhos o azul
E o sol não brilha mais que teu riso
Ó, em teu beijo morro e ressuscito!
Não, não é mais pálida entre a névoa a lua
Não é essa noite que teu cabelo mais negra
Nem um céu de verão que teus olhos mais azul
Não, nem é mais belo o arrebol
Do crepúsculo a nocturna viração
Entre tu e de Gaia qualquer beleza- inda sou mais tu!
E que importa se o céu é azul?
É noite ainda em teu cabelo preto!
E que me incomoda que é negra a noite fria?
Cintila inda quente o dia em teus olhos azuis
Que me importa que desabe a vida lá fora
Se adormeço aqui em tuas alvas curvas brancas?
Ó, e a vaga que brame quando na praia rebenta
O verde de Oceano que de Urano o azul do céu se mistura
Não me inunda mais que estes teus olhos lânguidos
Ai! Quero nestes verdes olhos de céu mergulhar
Pelas nuvens cinzas do teu cerúleo mar quero poder voar
Olhos de Minerva que afogariam qualquer Netuno
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SONETO DA PARTIDA PARA A ITALIA
Minha bela, vou-me embora, para a Italia
Para de Roma as luzes e para as noites de Sorrento
A alma de saudade vaga, mas te levo em pensamento
Deixar esta terra maldita que não é minha
Minha bela, vou-me agora, que já é tarde
Nestas paragens tempo demais desperdicei
Sim, e é provavel que sempre te amarei
Mas te deixarei, e não volto; não me aguarde
Desta terra não levo saudade, apenas mágoa
Não respirar mais desse ar nem beber dessa água
Menina, vou-me embora. Não me agarres!
E sob o sol morno das praias do Mediterraneo
E sobre de Milano do chão a branca neve
Enfim repousar este corpo romano
NA PRAIA , SOB A CHUVA
Lembrar de ti me da tanta saudade de mim mesmo
De tantas coisas olvidadas la atrás
Há tanto de ti em mim e em tu vejo tanto de mim- do que fui, do que sou, do que em ti sempre serei
Se desprende então de ti esse fluído que te é tão próprio, como essa luz que irradias, que é tão tua
Esse eflúvio vaporoso com o qual me embebo em enleio, ébrio
Essa aura de névoa da roxa neblina de uma alma delicada
E essa fragrância doce da ternura de tua formosura sempre pálida
Há entre nós, penso, como que que um acordo secreto, inconfessado.
Uma promessa jamais dita, uma jura , assim sabe, que nunca foi feita?
E nosso mais ardente beijo ainda é aquele que nunca foi dado
E vem então a vaga suspirosa acariciar a areia branca, tímmida, na madrugada
Um véu de escuma banha tuas formas brancas, longilíneas- nua sob a lua
A diafana cortina das neblinas cai, se desprendendo furtiva do manto nebuloso do céu revolto
Da tormenta que chega, que violenta mas docemente se aproxima
Esse véu vaporoso e níveo que a tudo envolve em eflúvios lentos, como esse teu cheiro
No horizonte os morros inda roxos no arrebol que mata Apolo de novo
E tu corres doida pelas areias, as formas alvas movendo-se alegres; saltitas, deslizas, parece que até voas!
As pernas longas da carne desejada onde a vaga te beija erótica
E tu apertas entre esses dedos longos estes globos alvos, pressurosa
Argentea lua que prateia tua tez eburnea, sobre a qual Urano já pranteia
Ergue teus longos e magros braços de marfim em direcção a mim- me chamas
Ai! Tudo que poderia ter sido e que não foi e que jamais será, tanta coisa assim se irrompe das profundezas
Como águas represadas, a tanto tempo atormentadas, como a lava que irrompe ardente e implacável do seio da terra até pouco antes impassível!
Sim! Um beijo nos devemos ainda por tudo que displiscentemente deixamos se esvair, que por força das circunstancias ou que por falta das tuas forças se assim deixou sumir
As promessas que deixamos fenecerem e teus olhos castanhos a desmaiar!
E, pelo véu de névoa, diáfana, tu te aproximas, macilenta
Deita teu corpo esquálido e formoso na areia comigo
O manto da tempestade cobre, suavemente, a cúpula negra de estrelas do céu
Chorando o pranto de tanto sonho natimorto, que morreram assim sem sentido (mas não sem terem sido sentidos), que não foram mas poderiam bem terem sido
Rescende sobre teu colo de neve e sobre meu rosto em febre esse manto escuro
De teus cabelos negros que assim se deitam sobre a pálida tez suada, onde as lágrimas de Diana são estrelas
Ó! E lembrar de ti desperta em mim tanta saudade de mim!
Tocar essa tua tenra carne branca, esses seios fatos e voluptuosos apertados em mim que até te posso ouvir o coração bater!
Um vulcão em erupção, águas que irrompem do fundo de um abismo de quilómetros
Tanto de mim nessa tua carne, nessa tua boca, nesses teus olhos; tanto eu na sua alma
A onda se choca com a areia da praia num abraço de desejo
A chuva das nuvens, que era do mar, o mar reencontra numa sequiosa cópula
Estes teus seios alvos, balouçantes, arquejando, palpitantes; saltitando sobre mim
Minha boca tua boca encontra como no horizonte encontra o oceano o céu
A areia encontra a chuva, e a chuva abraça a areia, como minhas coxas encontram tuas coxas
E beija a praia a vaga como meu corpo com teu corpo se choca
Tudo se une de novo, tudo é um só num encontro mutuo
Tanto de mim em ti e tanto de ti em mim!
Na chuva- o oceano e o céu feitos um
Eu dentro de ti, tu dentro de mim
Na praia- feitos um o mar e a areia
Na noite- um só, eu e tu...
ULTIMA LAGRIMA
Há em mim uma lágrima
Que por ti ainda não derramei
Fria e solitária lágrima
Que num verso te cantarei
Não, já não te amo mais
Mais de um amor há entre aquele amor e nós
Não, contigo já não sonho mais
Mas ainda vejo em ti a razão de cada motivo que me apaixonou
Uma ultima lágrima te dou
Pelo que poderia ter sido e não foi
E um sorriso novo que assim ficou
Pela amizade que ainda há entre nós dois
VOLTA
Ai! Volta inda uma vez
Que eu não soube esquece-la
O gosto de teu beijo
Em minha boca ainda queima
E tanto tempo se passou
Tu mudaste e eu também
Quanta saudade daqueles dias
Que eu nunca mais terei
Ai! Se ainda te amo?
Sim e não, eu diria
Amo quem tu fostes, mas quem tu és
Amo pela que seria
Te tenho no coração ainda como eras
Em ti amo a lembrança de tu mesma
Mas sei que somos outros- outro tempo, outra época
Em ti viva amo a ti que já é morta
Amo em ti a sepultura de quem tu eras
(...)
Mas também gosto de quem és hoje
Apenas que pareces outra mulher
Nem melhor, nem pior- outra é
Ai! Que talvez esqueço de quem tu fostes
Pra me apaixonar por quem tu és?
Tendo assim dois amores- na mesma mulher!?
Esquecer e reapaixonar-me
De novo pela mesma menina
Ao mesmo tempo pela mulher e pela ninfa
Amar-te, esquecer-te e amar-te novamente
Que sina seria a minha!
Amar-te duas vezes na mesma vida!...
DERRADEIRO ABRAÇO
Exangue eu me deito entre meu vomito e tua merda
Como um louco eu corro pelo meu sangue através
Teus olhos vidrados se apagam em uma lágrima
Rastejo em direção a saída, pois não mais fico de pé
Bater a porta já não posso, com minhas unhas quebradas a arranho
Secos olhos choram o pó das lembranças que não foram, ninguém abre
Ó, ninguém jamais ouviu os gritos hoje mudos- ninguém ouve- eu mudo
Lágrima escorre lânguida da face ao colo de neve- que já não arqueja ou palpita, inerte
Me viro convulso na cama de arame farpado, me contorço (e me corto) e misturo
Meu sangue com teu sangue, minha lágrima com tua lágrima
Te abraço (um ultimo). Tão pálida e tão fria, imóvel- revolvo
O sangue na lágrima e a lágrima no sangue- que lastima!
Num ultimo dos beijos- suor, saliva, sangue, lágrima, excremento e urina- cheiro de morte
Misturo o sangue no vomito e na lágrima a merda; uma só são suas entranhas nas minhas
Duas vidas malfadadas, não vividas, que findam- hematomas e cortes
Uma cena terrível e repugnante- que poderia contudo ter sido tão bela...
"AQUELA QUE VIRA"
E tu eu chamarei de "Aquela que vira"
Como vira não sei, nem como será
Talvez que tenha cabelos castanhos
Quiçá flavos como o trigo
Pretos de azeviche talvez, assim como bem gosto
Cerúleos olhos, glauco olhar, talvez negros e profundos
Mas que seja doce, radiante e meiga
Desse tipo de menina tímida e romântica que tanto me encanta
Que tenha sorriso de fada e olhar de ninfa
E um jeito de anjo no andar, como se voasse
Um jeito suave no tocar, como se não tocasse
Estará comigo nas noites frias
Assim como nos dias de sol
E será assim como minha eterna companhia
Livrarei-me de minhas dores curando tuas agonias
E quando não estiveres perto
Serei saudoso até de teus defeitos
Só te pesso, "Aquela que vira"
Que não tardes muito que eu já entardeço
Que venhas antes da noite
Quando os lobos espreitam
Minha cansada carne para jantar
Só te pesso mesmo isso, que não te atrases
Não sei, quem sabe se amanhã não morro?
Não te quero ver vestida de luto
Antes mesmo de eu ver-lhe o rosto
Não quero deixar este mundo
Antes que venhas para meu mundo
O SEM FÉ

A! E tu choras por um canalha, por ele são tuas lágrimas
E eu que te quero tanto não terei nenhuma gota deste pranto
É que, menina, há muito que perdi a fé que eu tinha
Com o dia que eu a teria faz tanto tempo que não sonho!
É que, entenda, se é esse o homem que tu amas
Se é por alguém assim que teu coração se apaixona
Eu não posso, e nem quero, ser o homem que vai te cativar
Bem, eu queria que me amasses bem assim como sou
Porque é assim que te amo: desse teu jeito mesmo!
Se precisasse melhorar, por ti em qualquer coisa mudaria
Mas porque te amo alguém que te faz sofrer eu não me tornaria
Vê? Tu amas ele que te da as lágrimas da dor
Já eu queria ser quem te deu sorrisos e teu pranto secou
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
ANOTHER ILLUSION ELSE

Silently rain falls ou there
Alone I drop and kneel in sorrow
Diamonds in the dark glares under the water
To stop my cry, am I too old? Is it too cold?
Violently tears fall inside my tired heart
Is never enough sorrow that´s run thoughout my soul?
Alone I´m abandoned, fallen in the dark
Is it too late to overcome? Is no use try to breack out?
Snow flocks fall cold freezing my weack soul
Take me away from this pain tonight, I beg
Blood drops fall hot painting the floor
Relase me, at last! Or let me dream another illusion else, at least
Its all I beg
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VERMELHO

Cúpula de roxa gaze esvoaça no espaço suspensa
Evanesce Apolo do sangrento arrebol na branca neblina
Sob da aragem as carícias indolente na grama tu te deitas
Inocente, Éolo teu ruivo cabelo agita correndo pela campina
Sob as nuvens purpuras revoltas de chuva teu rosto em pejo
Arde num rubor que faz vermelho: teu cabelo, rosto, o céu e o sol
Tua cândida pele, húmida, assim rubida, transpira desejo num frémito
Suspirosos seios de marfim que arfam no do alabastro rubro palor
Tudo é vermelho e púrpura, rubro no mais puro branco
Sangue vermelho na campina verde, rubor ruivo na tez tão branca
Sol de sangue na abóbada roxa, sangue lilás em ruivos cabelos
Teus cabelos, teu rosto em pejo, o céu, o Sol, nuvens e Diana
Enrubesce o céu antes azul e de vermelho enegrece
E tua boca carmesim lânguida num derradeiro beijo-
-Adormece- Vermelha aquela tarde, vermelho também o sangue na ruiva relva verde
Carmim era o sangue em teu vestido, vermelho foi o dia, menina
Em que fui o teu primeiro
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ANGELI LACRIMA


Lost in a place I cannot understand
Long wasted years I never will regain
Feeling Gods´tears when rain cries
All day long asking the fuckin´reasons why
(Shit!) It´s not the way I had wondered it
(Shit!) It´s not the place I´d lik to be
(Pain) it´s not the way I had dreamed with me
(Hate) It´s not the life I dreamed to live
CHORUS:
Pain, only pain.
Pain is all on my heart
Hate, only hate
Hate is all on my mind
Love
Could save me
But love is what´s killing me
(repeat part 1)
(CHORUS)
Autumns leafs fall from the threes
Cold blood run through my veins
Now my life fall at your feets
Hot blood fall from my wide open wrists
How could I release my life, baby
Without leave my life leave me?
(CHORUS)
johnny lynn lee
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MORENA MENINA!


Morena trigueira que sorri tão faceira
Como me aparece assim de repente
Diante de mim?
Menina tão linda, de olhar que inebria
E nem me avisas que chegas e me deixas
Atordoado assim?
E de repente aquela tez de bronze
Que da tanta vontade de abraçar
E de repente lábios voluptuosos
Como não os querer beijar?
E de repente dois olhos castanhos
Que assim aparecem pra me encantar!
Morena, menina, doce voz que fascina
Mal chegas e, também sem avisar, já partes
E eu aqui como fico?
Eu que nem te imaginava, que nem te esperava
Num segundo te vejo, no outro me fascino
No próximo tu partes e eu fico sozinho
Eu que não te sabia, tua falta sentindo!
Eu que não te esperava
Agora te procuro, sedento
Eu que nem te sonhava
Sinto dos teus olhos a falta, sozinho
E eu que de ti nem lembrava
Agora não mais esqueço
Eu que te ignorava, que em ti nem pensava
Penso, penso e repenso
Tu que não fazia diferença de repente faz tanta falta
Agora sem ti em desejos proibidos ardo e feneço
Assim de repente
Já acaba logo no começo...
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sábado, 26 de dezembro de 2009
ESCADA


Se apaixonar por alguém é como subir inconscientemente os degraus de uma longa escada. Tal qual sonâmbulo que, atraído pelo aroma doce, segue atrás de uma rosa que sonha no topo. É como subir uma escadaria e dar-se conta apenas no meio do caminho, de onde então se percebe que voltar já não é mais possível. Como se os degraus deixados para trás não pudessem ser percorridos do avesso, como se não houvesse sentido inverso, porque são passados e assim sendo dias já vividos, não podem ser revividos.
É subir um degrau novo a cada dia, a cada hora: um olhar doce; um sorriso franco; uma conversa sincera; uma lágrima escondida; um sábado a noite; uma festa; uma dor compartilhada; uma alegria mutuamente vivida. Uma mentira que se conta, razões inconfessadas, para se esconder o que ainda nem se sabe o que é. Uma verdade confessada a medo, de algo que não se sabe o que será.
Deixar de amar alguém, se "desapaixonar" por assim dizer, é também como descer pelos degraus dessa mesma escada. Também como quem nem se apercebe e que só nota no caminho a meio que do mesmo jeito não pode voltar atrás para recuperar o que foi perdido: um olhar não mais dado; um sorriso frio; palavras não ditas, que no ar ficam suspensas, congeladas; uma lágrima árida; um tédio mutuo no fim de semana; uma briga e uma intriga; uma dor solitária pelo outro não compreendida; uma alegria agora dividida. Uma palavra falsa, como desculpa; um toque áspero já sem carinho, uma carícia esquecida. Uma mentira que se conta, para se esconder o que não se sabe mais se é, para esconder que não mais se sabe. Uma verdade confessada com raiva ou com medo, de algo que se sente que não mais será.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
E SOU POETA?


Sou poeta não porque quero
Mas porque a poesia me obriga
Sou poeta não por escolha
Mas porque choro lágrimas escritas
Sou poeta das noites frias
Porque sou só homem nos dias de sol
Sou poeta quando sou homem só
Porque sou criança em companhia
Sou poeta quando minh´alma se agita
E quer transbordar seus lamentos
Porque quando correm plácidas as águas
Mal sou capaz de um verso!
Sou poeta das madrugadas tristes
Pois nas felizes estou rindo ou só dormindo
Sou poeta quando estas ausente
Pois a poesia é tu quando estas comigo
Sou poeta do que não sei dizer
Pois do que posso simplesmente o digo
Só sou poeta quando me ponho a sofrer
Porque feliz sou só seu tolo menino!
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LA MIA VITA SENZA DI TE


No qui più, si lo so
Ciò non più la mano di ferro
Che teneva felice e unita la famiglia
Se ne è morta e non ritorna più, si lo so
Non é qui, nonna, tua mano de seta
Notte a pregare per me, benedizione di me
Com dulcezza toccando la fronte mia
Ed è vuoto, freddo e solitario
La mia vita senza di te
Ed è cosi dificelle, se si sente dire
Come vivo la vita senza di te?
Nero cielo che ti allontana tanto via de me
Poichè è morta in poi senza te- per sempre
Ma sei nella mia vita più che mai
Freddo de la notte non supporto più
Pioagia fuori, in lacrime, cade giù
Non è facile vivere all´interno di questa oscurita, lo sai
Il mio cuore è vuoto, dentro di me il silenzio
Vedere, lentamente mi inginocchio
Pechè qui com me sei non serai
Ed è cosi difficille, se si sente dire
come vivo, nonna
La vita senza di te?
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
MEU AMOR SOLITÁRIO


Te amo sozinho
Como engaiolado passarinho
Que ama os céus que não pode alcançar
Te amo como teu amigo
Oculto em meu esconderijo
De sorrir quando quero é chorar
Te amo com medo
De que este amor que é só meu
Possa te machucar
Te amo com tanto medo!
De que porque eu te ame
Possas um dia me odiar
Te amo assim sozinho
Como o Sol ama a Lua
Mas a lua ama o Mar
E o Mar ama a Terra
E a Terra ama as Eras
E estas nem sabem amar
Não te aflijas por minha dor
Como este amor é só meu, só minha também a dor
De mim eu sei cuidar
Só te pesso que me deixes te amar calado
E que não me deixes aqui de lado
Por não saber te olvidar
Se sorris também sorrio
Se choras também eu sinto
Só assim posso te amar
Se tem prantos, te os tomo e te dou meus sorrisos
E nem ligo se aqui comigo
Fiquem as lágrimas que derramar
Te amo assim calado
Vivendo amedrontado
De que de mim possas te afastar
Por achar meu amor tamanho enfado
E que te incomode tanto tal fato
Que meu amor venha a te envergonhar
Não ligo se sofro só
Não me importo que só eu sofro
Tudo o que não quero
É te ver chorar
Quero é te fazer feliz
Como me permite nossa amizade
E não que esse amor infeliz
Te faças me odiar
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sábado, 12 de dezembro de 2009
NOSSA MUSICA NOTURNA


Pálida lua prateia tua face ebúrnea
Níveo seio que arfa no negror da noite
A viração sussurra, tu suspiras, cândida
Um gemido como que o fosse o da própria morte!
Teus olhos cerúleos húmidos de pranto
O vestido vaporoso esvoaça no afã
Tu morde os lábios pra segurar um grito
E assim prosseguimos até que seja manhã
No compasso de teu coração
No de teus gemidos a harmonia
Teus pretos cabelos a viração
Da noite fria acaricia- faz-se a musica!
E suada, tu ardes e eu, árduo
Agarra, arranha, aperta, espanca
Inda sedentos apesar de exaustos
Até que te deitas, garota
Ja rota e eu exangue- tu tão alva!
satisfeita! Gozada! Perfeita! Cansada!
Tão branca...
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AS MULHERES VÃO, A MUSICA FICA


Lembra aquela menina, a Laura?
Aquela com quem tu andavas
As voltas, rastejando
Isso já à alguns anos?
Era um tanto quanto gorda
E tinha os olhos meio vesgos
Mas a ti eram tão belos
Enquanto a amavas!
Que cor eram mesmo seus olhos?
Verdes ou castanhos?
Talvez que fossem azuis...
Mas quem se importa? E quem se lembra?
Mas sabe aquele poema
Que um dia fizeste a ela?
Hoje Laura tu a acha feia
Mas daquele velho poema
Que de velho parece inda mais belo
Tu ainda sabe os versos
Pois a cor dos cabelos de Laura esquecestes
Mas os versos que um dia fizestes e nunca mais lestes
Tu ainda os sabe de cor!
E aquele samba bem gingado
Que fizestes numa noite de Março
Pra uma tal de Ines?
Ines se foi! Já é longe! Já a tempos!
Insensatez se envolver com Ines!
Eu me lembro.- Tu já esquecestes
Porém o samba tu ainda o toca
Toda noite lá na roda
La no bar do Português
Ines se foi! Que importa?
Com o mesmo samba seduzis-te Amanda
Toca ele outra vez!
Ai! Aquela balada tão triste e gótica
Que fizeste para Paula
Hoje Paula tu odeia
Nem lhe olha na cara
Mas daquela musica ainda
Tu amas cada nota
Ai! Lorena- a morena
Um soneto
E Renata- a mulata
Bela musica
Andressa- a japonesa
Lolita- a menina
Adriana- balzaquiana
Tantas, tantas e tantas
Tão efémeras
Mas a musica é tão eterna!
Ai! a dor de amor um dia passa
Só o que fica é uma musica e uma poesia
As mulheres se trocam- a poesia é a mesma
As mulheres se vão- a musica fica!
(...)
Mas, ai! Porém tu, só mesmo tu
Não me sai da cabeça
Poemas e sonetos
"Pedreiras" e baladas
Quantos feitos, lidos, ouvidos e esquecidos
Só tu mesmo é que não passa
Os amores passam e a musica fica
Mas que é minha musica sem tu aqui?
As mulheres vão-se, a poesia é a mesma
Mas pra que servem meus poemas
Se não posso ter-te aqui?
AS LÁGRIMAS QUE EU NUNCA TE DEI
Ai! As lágrimas que já chorei
Sozinho nas noites desesperadas
São doridas sim, mas não tão amargas
Quanto as que jamais chorei
Das dores que tenho inda aqui gaurdadas
Ai! Os gritos de dor que eu gritei
Rasgaram-me, anjo, fundo n´alma
Mas estes brados que sozinho dei
Não abriram feridas mais fundas
Nem me deram dor mais lancinante
Que os gritos que guardo e ainda não gritei
E ai! As vezes que sozinho
Nas noites insones disse: "Eu te amo!"
E todos os versos que escrevi pra ti e que nunca leste
Não são mais belos e nem mais tristes
Que os versos, anjo, que inda guardo
Trancados dentro aqui comigo
Não são também mais doloridos
Que os meus "Eu te amo" nunca ditos
Ó e tu nunca veras sequer
As lágrimas que já chorei
Quanto mais então aquelas
Que em minh´alma ocultei
Meus gritos- não ouviras. Não leras meus versos
Nem os que gritei, também o que escrevi
Menos ainda, minha linda
Os que guardo dntro de mim
E eu morrerei por ti
E quem sabera?
Ninguém ha de sabe-lo
Menos ainda tu!
Ai! Tão tristes as Lágrimas que nunca dei-te
Ai! Tão belos os versos que nunca lestes
Ai! Tão ternos os "Eu te amo" que nao ouvistes
Mas tu, criança minha, tu nunca os ouvira na vida
Morrerão comigo sozinhos e farão eco
A minha dor eterna na cova funda
Ai! E tu não visitaras uma vez sequer eu sei
Minha solitária sepultura
Sozinho nas noites desesperadas
São doridas sim, mas não tão amargas
Quanto as que jamais chorei
Das dores que tenho inda aqui gaurdadas
Ai! Os gritos de dor que eu gritei
Rasgaram-me, anjo, fundo n´alma
Mas estes brados que sozinho dei
Não abriram feridas mais fundas
Nem me deram dor mais lancinante
Que os gritos que guardo e ainda não gritei
E ai! As vezes que sozinho
Nas noites insones disse: "Eu te amo!"
E todos os versos que escrevi pra ti e que nunca leste
Não são mais belos e nem mais tristes
Que os versos, anjo, que inda guardo
Trancados dentro aqui comigo
Não são também mais doloridos
Que os meus "Eu te amo" nunca ditos
Ó e tu nunca veras sequer
As lágrimas que já chorei
Quanto mais então aquelas
Que em minh´alma ocultei
Meus gritos- não ouviras. Não leras meus versos
Nem os que gritei, também o que escrevi
Menos ainda, minha linda
Os que guardo dntro de mim
E eu morrerei por ti
E quem sabera?
Ninguém ha de sabe-lo
Menos ainda tu!
Ai! Tão tristes as Lágrimas que nunca dei-te
Ai! Tão belos os versos que nunca lestes
Ai! Tão ternos os "Eu te amo" que nao ouvistes
Mas tu, criança minha, tu nunca os ouvira na vida
Morrerão comigo sozinhos e farão eco
A minha dor eterna na cova funda
Ai! E tu não visitaras uma vez sequer eu sei
Minha solitária sepultura
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